Flávio Bolsonaro inicia campanha presidencial com promessa de corte de gastos e críticas ao governo federal
Em ato no Rio de Janeiro, senador detalha plano econômico focado em redução de impostos e ataca atual gestão federal.

Em evento no Rio de Janeiro, o senador Flávio Bolsonaro deu início à sua campanha presidencial com promessas de cortes fiscais e duras críticas à gestão de Luiz Inácio Lula da Silva.
O cenário político brasileiro entrou oficialmente em uma nova fase neste domingo, dia 16, com a abertura do período de campanha eleitoral para o pleito de 2026. Em um evento realizado no bairro de Copacabana, na cidade do Rio de Janeiro, o senador Flávio Bolsonaro (PL) deu o pontapé inicial em sua jornada rumo à Presidência da República. O parlamentar utilizou o momento para traçar as diretrizes de sua plataforma econômica, focar na segurança pública e estabelecer um contraste direto com a atual gestão federal liderada por Luiz Inácio Lula da Silva.
Durante seu pronunciamento, Flávio Bolsonaro enfatizou a necessidade de uma reforma fiscal profunda, utilizando o termo “tesouraço” para descrever sua proposta de gestão das contas públicas. Segundo o candidato, o plano envolve cortes drásticos em três frentes principais: na carga tributária, na burocracia estatal e nos mecanismos que permitem a corrupção. O senador defendeu que a reorganização financeira é o caminho fundamental para retirar o Brasil de uma situação de déficit e permitir que o cidadão comum recupere seu poder de compra e capacidade de quitar dívidas, associando diretamente o controle dos gastos públicos ao bem-estar da população.
No campo da segurança pública, o discurso do senador assumiu um tom crítico em relação à atual política nacional. Flávio Bolsonaro afirmou que o país atravessa um período de perda de soberania e prometeu uma postura mais rígida no combate à criminalidade. Além disso, o candidato buscou se posicionar como o nome mais apto para a condução da política externa brasileira, mencionando especificamente a capacidade de dialogar e negociar com os Estados Unidos. Ao longo de sua fala, ele fez referências ao seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, buscando consolidar o apoio do eleitorado conservador que compõe a base de seu grupo político.
A retórica de oposição foi um dos pilares do evento. Flávio não poupou críticas ao presidente Lula, a quem chamou de “caloteiro da esperança”, sugerindo que as promessas da atual gestão não foram cumpridas conforme o esperado pela sociedade. Essa estratégia sinaliza que a polarização deve continuar sendo uma marca central do debate eleitoral nos próximos meses. Com o início oficial das atividades de campanha, os candidatos agora têm permissão legal para realizar comícios, passeatas, carreatas e solicitar votos de forma explícita, tanto em eventos presenciais quanto em plataformas digitais e redes sociais.
A partir desta semana, a dinâmica política brasileira deve se intensificar significativamente. Enquanto a propaganda em rádio e televisão está programada para começar apenas no dia 28 de agosto, o uso da internet e as agendas de rua passam a ser as principais ferramentas de mobilização. Os próximos passos das candidaturas envolverão a consolidação de alianças regionais e a apresentação de planos de governo detalhados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A população, por sua vez, passa a ser bombardeada com propostas que variam entre a continuidade do atual modelo econômico e social e as alternativas de ruptura sugeridas pela oposição, como as apresentadas por Flávio Bolsonaro em seu ato inaugural no Rio de Janeiro.
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Sobre este conteúdo
Autor: Editores
Publicado: 17 de agosto de 2026 às 08:00
Atualizado: 18 de agosto de 2026 às 08:01
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