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Família de caseiro desaparecido há 32 dias no Tocantins recebe pistas suspeitas no Pará

Ronaldo de Moura sumiu em Goianorte após relatar estar sendo seguido; contatos anônimos afirmam que ele está no Pará, mas pedem dinheiro.

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Redação 360 Notícia
30 de maio de 2026 às 01:003 min
Família de caseiro desaparecido há 32 dias no Tocantins recebe pistas suspeitas no Pará
Foto: Reprodução
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Família do caseiro Ronaldo de Moura, sumido há 32 dias em Goianorte (TO), relata ter recebido pistas sobre seu paradeiro no Pará. No entanto, pedidos de dinheiro por informantes levantam suspeitas de tentativa de golpe. Polícia Civil investiga o caso.

O mistério em torno do paradeiro de Ronaldo de Moura, caseiro de 38 anos que desapareceu há mais de um mês no interior do Tocantins, ganhou novas camadas de complexidade e angústia para seus familiares. Completados 32 dias desde o sumiço, a família relatou ter recebido contatos telefônicos sugerindo que o trabalhador teria sido avistado no estado vizinho, o Pará. Entretanto, o alento de uma possível pista é acompanhado pelo medo de exploração financeira, já que as ligações vieram acompanhadas de pedidos de dinheiro, prática comum em tentativas de golpes contra famílias em situação de vulnerabilidade.

De acordo com Lenice de Moura, irmã de Ronaldo, as informações fornecidas por desconhecidos apontam que ele estaria na região conhecida como Vila Jerusalém, nas proximidades da estrada vicinal Olho d’Água, no município de São Geraldo do Araguaia (PA). Contudo, a veracidade do relato é colocada em dúvida devido à insistência do informante em cobrar valores para realizar o transporte do caseiro ou para conduzir a família até o local exato. Esse tipo de abordagem tem colocado os parentes em um dilema entre a esperança de reencontro e a cautela necessária para não se tornarem vítimas de criminosos que monitoram casos de desaparecimento de grande repercussão.

O desaparecimento de Ronaldo ocorreu no dia 27 de abril, na zona rural de Goianorte, região centro-norte do Tocantins. O caseiro trabalhava e residia com a esposa e a filha na Fazenda Novo Acordo. Na manhã do sumiço, ele saiu por volta das 9h para realizar a manutenção de um trator, uma tarefa rotineira em sua função. No entanto, ao longo daquele dia, seus contatos telefônicos com a família tornaram-se progressivamente estranhos. Ele parecia desorientado e, em uma última ligação por volta da meia-noite, afirmou estar "longe, no mato" e relatou uma sensação paranoica de perseguição. A principal hipótese levantada pelos familiares é de que ele tenha sofrido um surto psicótico ou um episódio de confusão mental severa.

Logo após a comunicação do desaparecido, o Corpo de Bombeiros mobilizou equipes de varredura, utilizando inclusive cães farejadores para percorrer a densa área de vegetação e as estradas de terra da região de Goianorte. Durante as buscas oficiais, que duraram dez dias, apenas rastros de pneus de uma motocicleta foram identificados em uma via vicinal, mas sem evidências conclusivas sobre a direção tomada pelo trabalhador. Diante da ausência de novos vestígios físicos, os protocolos de busca ativa foram suspensos, deixando as investigações a cargo da Polícia Civil, que agora trabalha com o monitoramento de informações e possíveis avistamentos.

Para o leitor brasileiro, casos como o de Ronaldo de Moura evidenciam os desafios de segurança e monitoramento em áreas rurais de baixa densidade demográfica, onde o auxílio tecnológico é limitado. A espera da família, agora focada na análise das supostas pistas no Pará, ressalta a importância de canais oficiais para denúncias e a necessidade de suporte psicológico para os parentes. A Secretaria da Segurança Pública do Tocantins (SSP) foi notificada sobre as novas ligações, mas a família ainda aguarda um retorno efetivo sobre a procedência das informações. Enquanto isso, o apelo por qualquer dado concreto que não envolva extorsão continua sendo a única ferramenta de busca para uma família que vive o drama do silêncio há mais de um mês.

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