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EUA ampliam cerco jurídico contra Nicolás Maduro com nova investigação por lavagem de dinheiro

Nova apuração na Flórida ocorre em paralelo ao processo por narcoterrorismo; defesa teve pedido de arquivamento negado por juiz federal.

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Redação 360 Notícia
20 de maio de 2026 às 06:002 min
EUA ampliam cerco jurídico contra Nicolás Maduro com nova investigação por lavagem de dinheiro
Foto: Reprodução
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Justiça dos Estados Unidos abre novo inquérito em Miami contra Nicolás Maduro por lavagem de dinheiro, enquanto magistrado em Nova York nega arquivamento de processo principal.

As autoridades dos Estados Unidos iniciaram uma nova frente de investigação contra o ex-líder venezuelano Nicolás Maduro, focada em possíveis crimes de lavagem de dinheiro. O inquérito tramita em Miami, na Flórida, e serve como um mecanismo de segurança jurídica para os procuradores americanos, caso o processo principal por narcoterrorismo, que ocorre em Nova York, enfrente dificuldades burocráticas ou legais durante o julgamento.

Atualmente detido em uma unidade prisional no Brooklyn, Maduro declarou-se inocente das acusações de tráfico internacional de drogas. Sua prisão, bem como a de sua esposa, Cilia Flores, ocorreu no início do ano após uma intervenção militar autorizada pela Casa Branca. A nova apuração na Flórida reflete um esforço coordenado do Departamento de Justiça para ampliar o cerco contra o antigo núcleo de poder da Venezuela, agora sob gestão interina.

Recentemente, a defesa do ex-presidente sofreu um revés em tribunal federal. O juiz Alvin Hellerstein negou um pedido de arquivamento da denúncia principal, descartando o argumento de que as sanções econômicas impostas pelos EUA estariam impedindo o pagamento de honorários advocatícios e violando o direito constitucional de defesa. O magistrado entendeu que os obstáculos financeiros causados pelo bloqueio de ativos venezuelanos não constituem motivo jurídico suficiente para encerrar o caso.

Enquanto aguarda novas definições e audiências, Maduro permanece isolado em uma penitenciária de segurança máxima, com restrições severas de comunicação. Paralelamente às questões processuais, o gabinete de Miami também sinalizou que poderá indiciar outras figuras políticas da América Latina, indicando uma intensificação das operações americanas contra antigos aliados do governo chavista na região.

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