Especialista defende que sociedade ainda não aprendeu a planejar vidas mais longas
O autor Michael Clinton defende que o planejamento para os 100 anos deve começar cedo e critica a falta de atenção do marketing ao público maduro.

O especialista Michael Clinton propõe uma mudança radical na forma como encaramos a velhice, defendendo o planejamento da longevidade desde a infância e críticas ao mercado publicitário.
O autor americano Michael Clinton, especialista na discussão sobre o aumento da expectativa de vida, alerta para a necessidade urgente de reformularmos nossa percepção sobre o envelhecimento. Segundo Clinton, a sociedade ainda está presa a paradigmas antigos que retratam a vida como um ciclo breve, o que impede um planejamento adequado para os anos adicionais que a medicina moderna proporciona. Em seus trabalhos recentes, ele defende que indivíduos na casa dos 60 anos devem buscar novas trajetórias em vez de aceitarem a ideia de que o tempo de produtividade e descoberta encerrou-se.
Essa mudança de mentalidade deve começar cedo, ensinando às gerações mais jovens como gerir a saúde e as finanças para um futuro que pode facilmente ultrapassar um século de duração. Clinton destaca que o ecossistema da longevidade está ganhando relevância global, impulsionado por avanços na inteligência artificial e tratamentos médicos personalizados. Países como Singapura já servem de exemplo, integrando o planejamento urbano à qualidade de vida dos idosos por meio de espaços públicos acessíveis e o incentivo à interação entre pessoas de diferentes idades.
Apesar do progresso em políticas públicas e ciência, o setor publicitário é apontado como um dos mais atrasados nessa transição. O autor critica a falta de campanhas voltadas para o público acima dos 50 anos, que mantém uma presença ativa e dinâmica nas plataformas digitais e detém um poder de compra significativo. Para ele, ignorar esse grupo é um erro estratégico que reflete uma visão ultrapassada da maturidade, perdendo a oportunidade de dialogar com um mercado em plena expansão.




