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EP Agro Summit 2026 debate os rumos da inovação e sustentabilidade no agronegócio

Com foco na Agricultura 5.0, evento em Piracicaba reuniu especialistas para debater inovações e o futuro da segurança alimentar global.

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Redação 360 Notícia
29 de maio de 2026 às 00:003 min
EP Agro Summit 2026 debate os rumos da inovação e sustentabilidade no agronegócio
Foto: Reprodução
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O EP Agro Summit 2026, realizado em Piracicaba, reuniu 500 especialistas para debater a agricultura 5.0 e o uso estratégico de dados. Com 14 horas de programação, o evento destacou a importância da comunicação e da sustentabilidade para o futuro do protagonismo brasileiro no mercado global.

A cidade de Piracicaba, no interior de São Paulo, consolidou-se nesta semana como o epicentro das discussões sobre a modernização do campo brasileiro. O EP Agro Summit 2026 encerrou suas atividades nesta quinta-feira (28), após dois dias de intensos debates voltados para o conceito de "O Novo Agro é Agora". O evento reuniu um público qualificado de 500 pessoas, entre produtores rurais, empresários, especialistas e lideranças do setor, com o objetivo central de mapear os rumos da agricultura 5.0 e a implementação de práticas sustentáveis aliadas ao uso inteligente de dados para a tomada de decisões estratégicas.

Historicamente, Piracicaba é reconhecida como um polo de inovação agrícola, abrigando importantes instituições de pesquisa e o ecossistema conhecido como "Vale do Piracicaba" (Agtech Valley). O EP Agro Summit acontece em um momento crucial para o setor, que enfrenta a pressão por aumentar a produtividade sem expandir a fronteira agrícola de forma desordenada. A transição para a agricultura 5.0 representa um salto além da mecanização e da conectividade, focando agora na autonomia das máquinas, no processamento de grandes volumes de informações (Big Data) e na aplicação de inteligência artificial para otimizar desde o plantio até a logística de exportação, minimizando desperdícios e impactos ambientais.

A programação do summit foi extensa, totalizando 14 horas de conteúdo distribuídas em 30 palestras. Um dos grandes destaques foi a participação de Roberto Rodrigues, coordenador do Centro de Estudos do Agronegócio da FGV e ex-ministro da Agricultura. Em sua análise, Rodrigues pontuou que o cenário global atual, marcado por conflitos geopolíticos e incertezas no fornecimento de insumos básicos como fertilizantes e combustíveis, impõe desafios severos no curto prazo. No entanto, ele reforçou uma visão otimista para o pós-crise, projetando que o Brasil ocupará uma posição de liderança inquestionável em três pilares fundamentais para a sobrevivência global: a segurança alimentar, a transição energética e o fornecimento de terras raras, elementos essenciais para a nova economia tecnológica.

Além da tecnologia de ponta, a comunicação estratégica foi tema central nos debates. Aretusa Negri lembrou que o agronegócio opera em ciclos de alta e baixa de commodities, e que a resiliência das empresas depende de como elas se conectam com o produtor rural nos momentos de crise. Segundo a especialista, manter um canal de diálogo aberto e transparente é o que garante a fidelidade e a força da marca quando o mercado volta a se estabilizar. Essa abordagem humanizada e comunicacional é vista como um diferencial competitivo para empresas que desejam não apenas vender produtos, mas construir parcerias duradouras dentro de um ecossistema que está em constante evolução técnica e social.

O encerramento do evento deixou claro que a sustentabilidade não é mais tratada como um apêndice, mas como o próprio motor do negócio. André Otaviano, diretor de Novos Negócios do Grupo EP, celebrou o equilíbrio alcançado entre as discussões técnicas e as tendências de mercado, afirmando que o resultado positivo já impulsiona o planejamento das próximas edições. Para o leitor brasileiro e o trabalhador do campo, o recado é direto: a profissionalização extrema da gestão e a abertura para novas ferramentas digitais deixaram de ser diferenciais para se tornarem pré-requisitos de sobrevivência. O agro do futuro exige uma visão sistêmica que una o legado de conhecimento da terra à agilidade das novas tecnologias de informação.

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