Engavetamentos sucessivos travam Rodovia Castelinho em tarde de caos no trânsito
Acidentes envolvendo motos e carros no trecho entre Sorocaba e Itu geraram quilômetros de filas e vítimas encaminhadas ao hospital.

Dois engavetamentos em menos de 20 minutos paralisaram a Rodovia Castelinho entre Sorocaba e Itu nesta sexta-feira (29). Acidentes envolveram motos e carros, resultando em feridos levados ao hospital e mais de cinco quilômetros de congestionamento que persistiram até o início da noite.
A Rodovia Senador José Ermírio de Moraes, popularmente conhecida como Castelinho, tornou-se cenário de caos logístico e preocupação com a segurança viária na tarde desta sexta-feira (29). Em um intervalo inferior a vinte minutos, dois engavetamentos distintos foram registrados nos trechos que conectam as cidades de Sorocaba e Itu, localizadas no interior de São Paulo. Os acidentes, que ocorreram em pontos próximos um do outro, mobilizaram equipes de resgate, concessionárias e agentes de trânsito, gerando um efeito dominó que paralisou o fluxo de um dos principais eixos econômicos da Região Metropolitana de Sorocaba.
De acordo com informações detalhadas pela Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), a sucessão de eventos adversos teve início por volta das 15h, especificamente na altura do quilômetro 9, dentro dos limites municipais de Sorocaba. Neste primeiro episódio, a colisão envolveu dois veículos de passeio e uma motocicleta. Embora os condutores dos automóveis tenham sofrido apenas escoriações leves e não apresentassem risco de morte, o impacto inicial causou a interrupção parcial da via, forçando os motoristas que vinham logo atrás a reduzirem bruscamente a velocidade, criando um cenário propício para novos incidentes devido à alta saturação da pista.
Apenas 20 minutos após o primeiro registro, enquanto as equipes de socorro ainda atuavam no quilômetro 9, um segundo acidente foi reportado apenas dois quilômetros à frente, no quilômetro 11, já no trecho pertencente a Itu. Neste caso, a dinâmica do engavetamento foi desencadeada pela queda súbita de um motociclista. A queda provocou uma reação em cadeia, resultando na colisão de outros dois carros que transitavam pelo trecho e não conseguiram frear a tempo. O piloto da moto sofreu ferimentos que exigiram remoção imediata para uma unidade hospitalar da região para exames mais detalhados e tratamento clínico.
As consequências para a mobilidade urbana foram severas. O acúmulo de veículos nos dois pontos críticos resultou em um congestionamento que ultrapassou a marca de cinco quilômetros de extensão. O período da tarde, caracterizado pelo aumento natural do volume de tráfego que antecede o horário de pico, agravou a situação, deixando milhares de motoristas presos em filas de lentidão. Mesmo após a remoção dos veículos envolvidos e a limpeza de possíveis detritos na pista, o reflexo nas condições de tráfego persistiu por horas. Por volta das 18h50, quase quatro horas após os primeiros chamados, o trecho de Sorocaba ainda apresentava pontos de retenção significativa, prejudicando o retorno de trabalhadores para suas residências.
Este episódio acende um alerta sobre a segurança dos motociclistas e a necessidade de atenção redobrada em rodovias de fluxo intenso. A Castelinho é uma via vital para o escoamento de produção e para o deslocamento diário entre importantes polos industriais. Incidentes desse tipo reforçam a importância da manutenção de distância de segurança entre os veículos e o respeito rigoroso aos limites de velocidade, especialmente em trechos de transição entre municípios. A polícia rodoviária e a Artesp devem analisar as circunstâncias exatas das quedas e colisões para determinar se fatores externos, como condições do asfalto ou sinalização, contribuíram para a perigosa coincidência de dois engavetamentos em tão curto espaço de tempo.
Para o leitor e usuário frequente deste trecho, o cenário serve como um lembrete dos riscos de trafegar em rodovias saturadas. A expectativa é que, com a normalização total do fluxo durante a noite, a concessionária responsável realize inspeções preventivas para evitar novos sinistros. As vítimas hospitalizadas seguem sob observação e, até o fechamento desta reportagem, não haviam informações sobre agravamento em seus quadros de saúde. O monitoramento contínuo por câmeras de segurança deve auxiliar as autoridades na perícia dos acidentes, ajudando a esclarecer se houve negligência ou falha técnica em algum dos veículos envolvidos.






