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Drone russo atinge prédio residencial na Romênia e aciona alerta na OTAN

Dispositivo atingiu edifício residencial em Galati após violar espaço aéreo; é a primeira vez que um prédio é atingido em território de um país membro da OTAN.

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Redação 360 Notícia
29 de maio de 2026 às 05:003 min
Drone russo atinge prédio residencial na Romênia e aciona alerta na OTAN
Foto: Reprodução
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Um drone russo atingiu um prédio residencial na Romênia, ferindo civis e provocando incêndio em Galati. O incidente inédito em solo da OTAN mobilizou caças F-16 e elevou a tensão internacional. Moscou intensifica ataques e recomenda retirada diplomática de Kiev.

Um novo e grave desdobramento na guerra entre Rússia e Ucrânia acendeu o alerta máximo na Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). Na madrugada desta sexta-feira (29), o Ministério da Defesa da Romênia confirmou que um drone de fabricação russa violou o espaço aéreo do país e colidiu diretamente contra o telhado de um edifício residencial na cidade de Galati. Localizada no leste romeno, a cidade fica taticamente próxima à fronteira com o território ucraniano, servindo como uma zona de alta sensibilidade geopolítica. O impacto resultou em uma explosão seguida de incêndio, mobilizando equipes de emergência, bombeiros e autoridades policiais para conter as chamas e socorrer os moradores impactados.

Este incidente marca uma escalada inédita na região, pois, embora incursões de drones russos tenham sido registradas em território romeno desde o início da invasão em 2022, esta é a primeira vez que um dispositivo atinge uma infraestrutura civil habitada dentro de uma nação integrante da OTAN. De acordo com o comunicado oficial das autoridades de Bucareste, as forças russas retomaram uma ofensiva agressiva utilizando veículos aéreos não tripulados contra alvos civis e infraestruturas logísticas na Ucrânia, especialmente em áreas fluviais que fazem divisa com a Romênia. No curso desses ataques, o radar romeno detectou a trajetória do aparelho invasor, que cruzou a fronteira em direção ao sul de Galati antes do choque fatal.

A resposta militar foi imediata. Assim que os objetos voadores não identificados foram captados pelos sistemas de vigilância próximos à fronteira, o Ministério da Defesa ordenou a decolagem de dois caças F-16 a partir da base aérea de Fetesti. Os pilotos entraram em regime de combate para tentar neutralizar as ameaças, demonstrando a gravidade com que o governo romeno está tratando a violação de sua soberania. A situação reflete o estado de tensão permanente em que vivem os países do Leste Europeu, que temem ser arrastados para o conflito direto à medida que os ataques russos se aproximam cada vez mais de suas divisas territoriais.

Enquanto a Romênia lida com as consequências do ataque em Galati, a Ucrânia permanece sob intenso bombardeio. Kiev ativou um alerta aéreo nacional devido à possibilidade de novas ondas de ataques. Recentemente, Moscou intensificou suas operações, utilizando inclusive mísseis hipersônicos de nova geração, como o sistema Oreshnik. Este armamento, capaz de atingir velocidades dez vezes superiores à do som e com potencial para carregar ogivas nucleares, representa uma nova fase tecnológica e psicológica da guerra. A diplomacia russa, inclusive, já recomendou publicamente que embaixadas ocidentais e diplomatas estrangeiros deixem a capital ucraniana, sinalizando que a intensidade dos bombardeios contra centros de comando e infraestrutura nacional tende a aumentar exponencialmente nos próximos dias.

Para o Brasil e a comunidade internacional, o episódio na Romênia é visto com extrema cautela, uma vez que o Artigo 5º da OTAN estabelece que um ataque contra um membro é um ataque contra todos. Embora o incidente possa ser classificado como um erro técnico ou um "desvio de rota", a recorrência de destroços russos caindo em solo estrangeiro pressiona os líderes ocidentais a endurecerem as respostas de defesa. Os próximos passos devem envolver investigações detalhadas sobre os destroços coletados em Galati e reuniões de emergência no conselho da aliança militar para decidir como proteger as fronteiras aliadas sem provocar uma guerra direta entre potências nucleares. A segurança na região do Rio Danúbio, vital para o transporte de grãos e logística, agora está sob vigilância redobrada.

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