Doméstica grávida é agredida por patroa no Maranhão após aceitar emprego para pagar enxoval
Vítima recebeu apenas R$ 750 após ser submetida a tortura e agressões; empresária e policial militar estão presos.

Uma doméstica grávida foi agredida e torturada por sua ex-patroa no Maranhão após ser acusada injustamente de furto. A empresária e um policial militar cúmplice foram presos, enquanto áudios chocantes revelam a gravidade da violência sofrida pela jovem.
Uma jovem de 19 anos, grávida de cinco meses, viveu momentos de terror ao aceitar um emprego doméstico visando custear o enxoval de seu primeiro filho. Após duas semanas de trabalho sob condições exaustivas e acúmulo de funções, a funcionária foi brutalmente agredida pela patroa, a empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos. O pagamento recebido pelo período foi de apenas R$ 750, quantia insuficiente para cobrir até mesmo as despesas mais básicas de um recém-nascido, que em São Luís chegam a custar entre R$ 1,6 mil e R$ 3 mil.
A agressora foi detida pela Polícia Civil em um posto de combustíveis em Teresina (PI), enquanto, segundo as autoridades, tentava fugir do estado. Além da empresária, um policial militar identificado como Michael Bruno Lopes Santos também foi preso, suspeito de participar das sessões de tortura. A vítima relatou ter sofrido socos, puxões de cabelo e ameaças de morte, motivadas por uma falsa acusação de furto de joia, objeto que foi posteriormente encontrado na própria residência da investigada.
O caso ganhou repercussão nacional após o vazamento de áudios em que a empresária confessa as agressões com detalhes cruéis, chegando a afirmar que a vítima "não era para ter saído viva". Três policiais militares que atenderam a ocorrência inicialmente foram afastados, sob suspeita de terem sido coniventes com a agressora por conhecê-la. Enquanto a defesa de Carolina nega a tentativa de fuga, o Ministério Público e a polícia seguem investigando o histórico da empresária, que já possui mais de dez processos judiciais, incluindo condenações anteriores por calúnia contra outras ex-funcionárias.






