Despedida de Marlene Casanova: morre em Salvador a multifacetada artista aos 83 anos
Ícone da noite carioca e pioneira da cultura LGBT+, Marlene morreu em Salvador aos 83 anos; despedida ocorreu no Rio de Janeiro.

A artista baiana Marlene Casanova faleceu aos 83 anos, deixando um legado como ícone da noite carioca e da cultura LGBT+. Sua trajetória incluiu o teatro de revista e a mentoria de grandes nomes da teledramaturgia brasileira.
A cena artística perdeu um de seus nomes mais multifacetados com o falecimento de Marlene Casanova, ocorrido na última terça-feira (12), em Salvador. Aos 83 anos, a baiana deixou um legado expressivo como atriz, cantora e apresentadora, tendo sido uma figura central na vida noturna do Rio de Janeiro durante décadas. Sua trajetória profissional foi marcada pela forte presença nos palcos da Lapa, onde adotou o sobrenome do famoso Cabaré Casanova, local que ajudou a gerenciar e onde consolidou sua identidade artística.
Marlene foi uma voz ativa e presença constante na cultura LGBT+ carioca, comandando premiações emblemáticas como o "Oscar Gay" e o "Miss Boneca Pop". Além de sua atuação como mestre de cerimônias, ela brilhou no teatro de revista, participando de montagens clássicas do gênero. Sua influência estendeu-se até a teledramaturgia, sendo recordada recentemente pela atriz Neusa Borges como uma mentora essencial para a construção de personagens marcantes na televisão brasileira.
Após passar os últimos anos de vida próxima a seus familiares na capital baiana, a despedida da artista ocorreu no estado do Rio de Janeiro. O velório e a cerimônia de cremação foram realizados nesta quarta-feira (13), no município de Itaboraí. Marlene Casanova será lembrada não apenas por seu talento vocal e cênico, mas também como uma pioneira que abriu caminhos para a representatividade artística e a diversidade nos palcos nacionais.





