Cresce o uso de inteligência artificial por brasileiros para elaboração de currículos
Dados indicam que candidatos buscam algoritmos para passar por filtros de seleção, mas especialistas alertam para o risco da padronização excessiva.

Levantamento aponta que a maioria dos profissionais no Brasil utiliza inteligência artificial para otimizar currículos e passar em filtros automáticos, mas especialistas alertam para os riscos da falta de diferenciação.
Uma tendência crescente tem transformado a forma como os profissionais no Brasil buscam novas oportunidades de emprego. Dados de um levantamento internacional realizado por uma consultoria de recursos humanos indicam que mais da metade dos candidatos no país utiliza ferramentas de inteligência artificial para otimizar seus currículos. O objetivo central dessa estratégia é adequar o documento aos algoritmos e filtros automáticos utilizados pelas empresas nos processos modernos de recrutamento.
De acordo com especialistas da área, o uso da tecnologia se mostra eficaz para identificar palavras-chave e nomenclaturas que aproximam o perfil do candidato às exigências das vagas. No entanto, o setor de RH levanta um alerta sobre a uniformidade excessiva. O excesso de automação tem gerado currículos extremamente semelhantes entre si, o que dificulta a tarefa dos recrutadores de identificar competências singulares e trajetórias que realmente se destaquem em meio a centenas de inscritos.
A pesquisa, que incluiu 60 mil profissionais globalmente, aponta que o Brasil apresenta um uso mais intenso da IA no ambiente corporativo do que a média mundial. Enquanto globalmente 64% dos trabalhadores usam essas ferramentas, o índice nacional chega a 71%. Diante desse cenário, a recomendação é utilizar a inteligência artificial como uma base de apoio, mas sem abdicar da personalização humana para garantir que as experiências individuais e o tom pessoal não se percam em modelos padronizados.






