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Câmara do Rio avalia projeto Praça Onze Maravilha com mais de 180 alterações

Proposta da Prefeitura prevê demolição de viaduto e novas regras de construção no Centro; votação pode ser adiada devido ao volume de emendas.

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Redação 360 Notícia
13 de maio de 2026 às 23:002 min
Câmara do Rio avalia projeto Praça Onze Maravilha com mais de 180 alterações
Foto: Reprodução
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A Câmara do Rio vota nesta terça o projeto Praça Onze Maravilha, que prevê a demolição de viaduto e revitalização da área do Sambódromo. A proposta acumula 180 emendas e sofre críticas de urbanistas e moradores.

A Câmara Municipal do Rio de Janeiro deve retomar nesta terça-feira as discussões sobre o projeto Praça Onze Maravilha, proposta do Executivo que visa transformar radicalmente a infraestrutura e o urbanismo do Centro e arredores. O plano, que já passou por uma primeira votação favorável, enfrenta agora o desafio de acomodar mais de 180 emendas parlamentares. Devido ao grande volume de modificações sugeridas, existe a possibilidade de que o veredito final seja postergado para a semana seguinte.

Uma das principais intervenções previstas é a eliminação do Elevado 31 de Março, seguindo a lógica de revitalização aplicada anteriormente na região portuária com a retirada da Perimetral. O projeto abrange uma área de 2,5 milhões de metros quadrados, incluindo bairros como Estácio e Cidade Nova, e propõe a criação de um centro cultural de grandes dimensões, além de melhorias em vias e sistemas de drenagem. A prefeitura estima um investimento de R$ 1,75 bilhão, custeado totalmente por parcerias com o setor privado.

O texto original tem sido alvo de debates intensos, especialmente em relação ao gabarito das novas edificações. Após forte resistência de moradores de Santa Teresa, preocupados com a obstrução da paisagem e o impacto ambiental, o limite de altura para construções próximas ao Sambódromo foi drasticamente reduzido, baixando de 30 para sete pavimentos. Outras salvaguardas foram incluídas, como a garantia de que a Cidade do Samba só seja removida após a entrega de uma nova estrutura equivalente para as agremiações.

Apesar do otimismo da gestão municipal, entidades como o Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB-RJ) manifestaram preocupação técnica, pedindo a paralisação do processo legislativo. As críticas focam na suposta falta de detalhamento urbanístico e nas incertezas sobre as contrapartidas oferecidas às empresas interessadas. O governo municipal, por sua vez, defende que o debate atual foca na autorização legal e que os pormenores executivos serão aperfeiçoados nas etapas subsequentes do cronograma, previsto para se estender até 2032.

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