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Câmara de São Caetano: Vereador denuncia colega por agressão física em gabinete

Matheus Gianello acusa Caio Salgado de agressão física e ameaça após discussão em sessão; caso foi parar na Polícia Civil e no Conselho de Ética.

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Redação 360 Notícia
29 de maio de 2026 às 01:003 min
Câmara de São Caetano: Vereador denuncia colega por agressão física em gabinete
Foto: Reprodução
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O vereador Matheus Gianello (PL) denunciou o colega Caio Salgado (PL) à Polícia Civil por agressão física dentro da Câmara de São Caetano do Sul. O episódio, registrado por câmeras, inclui socos e ameaças, motivando um pedido de cassação por quebra de decoro parlamentar.

A política na região do ABC Paulista atravessa um momento de extrema turbulência com a oficialização de um pedido de abertura de inquérito policial envolvendo dois parlamentares do mesmo partido. O vereador Matheus Gianello (PL) formalizou junto à Polícia Civil um pedido para que o colega de bancada, Caio Salgado (PL), seja investigado criminalmente após um episódio de violência física ocorrido dentro das dependências da Câmara Municipal de São Caetano do Sul. O caso, que já repercute nos bastidores políticos do estado de São Paulo, expõe o acirramento das tensões internas no Legislativo local e levanta questionamentos sobre a conduta ética dos representantes eleitos.

O conflito teve início no dia 12 de maio, durante uma sessão ordinária que deveria tratar de pautas legislativas. Segundo os registros, os dois parlamentares iniciaram um bate-boca acalorado no plenário. A discussão escalou rapidamente e, de acordo com o relato de Gianello e as imagens capturadas pelo sistema de monitoramento interno da Casa, o desentendimento físico ocorreu no terceiro andar, próximo à entrada do gabinete de Gianello. Câmeras de segurança do corredor registraram o momento em que Salgado investe contra o colega, sendo necessário que funcionários da Câmara interviessem para conter a agressão e evitar um desfecho ainda mais grave entre os dois políticos.

No boletim de ocorrência registrado no 1º Distrito Policial de São Caetano, Matheus Gianello detalha que foi atingido por um soco no rosto e empurrado com força contra a parede. O estopim da briga teria sido uma divergência em relação a um pedido de afastamento do atual presidente da Câmara, que também pertence ao PL. Gianello, que além de buscar a investigação criminal por lesão corporal e ameaça, acionou o Conselho de Ética da Câmara Municipal, solicitando a cassação do mandato de Caio Salgado. Para corroborar suas alegações perante as autoridades, o parlamentar submeteu-se a exames de corpo de delito, cujos resultados agora integram o processo administrativo e judicial.

A defesa de Caio Salgado apresenta uma versão distinta dos fatos, embora não negue o confronto. Em nota oficial, Salgado afirma ter sido provocado sistematicamente e alega que Gianello teria proferido ofensas pessoais graves envolvendo sua família. Ele argumenta que manteve a postura durante a sessão, mas que o "momento de tensão" no corredor foi provocado pela persistência das ofensas do colega. Vale ressaltar que Salgado já possui um histórico de episódios polêmicos na Câmara; no ano anterior, ele foi alvo de duras críticas após ser filmado dançando sobre as mesas do plenário em uma celebração, o que exigiu um pedido público de desculpas na época. Agora, ele reconhece que a violência física é incompatível com o cargo, mas atribui a reação ao descontrole emocional de Gianello.

Este incidente ocorre em um cenário político já fragilizado em São Caetano. O próprio denunciante, Matheus Gianello, enfrenta seus próprios problemas jurídicos e administrativos. Ele é alvo de um processo que apura a suposta manutenção de "funcionários fantasmas" em seu gabinete, investigação conduzida pelo Ministério Público de São Paulo. Gianello nega as acusações e sustenta que é vítima de perseguição política orchestrada pela base do governo municipal. No entanto, a admissibilidade de seu processo de cassação já foi aprovada pela grande maioria dos vereadores. Assim, a Câmara de São Caetano inicia um período de incertezas, onde dois de seus membros estão sob a lupa do Conselho de Ética, evidenciando uma crise institucional que desafia a credibilidade do Poder Legislativo diante da população sul-sancaetanense.

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