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Brasileira investigada pelo FBI teria criado tragédias falsas para aplicar golpe das joias

Empresária é suspeita de causar prejuízo de R$ 100 milhões ao inventar mortes e acidentes para não quitar dívidas com joalheiros.

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Redação 360 Notícia
20 de maio de 2026 às 08:002 min
Brasileira investigada pelo FBI teria criado tragédias falsas para aplicar golpe das joias
Foto: Reprodução
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Empresária brasileira é alvo do FBI e da polícia brasileira por suspeita de golpe milionário no setor de joias, utilizando histórias dramáticas para justificar falta de pagamentos.

Uma brasileira residente nos Estados Unidos, identificada como Camila Briotti, tornou-se o centro de uma investigação policial internacional que envolve o FBI e as autoridades brasileiras. A empresária é suspeita de arquitetar um esquema de estelionato que pode ter causado prejuízos de aproximadamente R$ 100 milhões ao mercado de luxo. De acordo com os registros do caso, Camila costumava ganhar a confiança de joalheiros para obter peças em consignação, mas deixava de repassar os valores ou devolver os itens, utilizando uma rede de mentiras cada vez mais elaboradas para ganhar tempo.

O que mais chamou a atenção dos investigadores foi a criatividade das desculpas usadas pela suspeita para evitar o contato com as vítimas. Depoimentos indicam que ela alegava desde problemas operacionais com funcionários inexistentes até incidentes pessoais dramáticos. Em um dos episódios, Camila teria afirmado que foi atacada por um cachorro, chegando a enviar fotos de ferimentos falsos. Em outra ocasião, ela alegou falsamente que uma funcionária de uma loja norte-americana havia falecido eletrocutada, justificando assim a interrupção súbita das negociações financeiras.

Além das histórias trágicas, a investigada utilizava provas Visuais de riqueza para manter o golpe ativo. Foram anexadas ao processo imagens de bolsas repletas de dólares que, segundo ela, seriam enviadas por motoristas particulares para quitar os débitos. No entanto, as entregas nunca aconteciam e os credores eram deixados à espera em locais combinados. A investigação descobriu que parte das joias desviadas acabou em casas de penhor nos EUA, sendo comercializada por uma fração de seu valor real. A defesa da acusada alega que não há provas concretas contra ela e promete se manifestar detalhadamente no futuro.

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