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Brasil negocia com União Europeia para reverter suspensão de exportações de carnes

Governo brasileiro espera resolver pendências sobre uso de antimicrobianos em até 14 dias para evitar bloqueio comercial.

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Redação 360 Notícia
13 de maio de 2026 às 17:002 min
Brasil negocia com União Europeia para reverter suspensão de exportações de carnes
Foto: Reprodução
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O governo brasileiro negocia com a União Europeia a reversão da suspensão das exportações de carne após novas exigências sanitárias. O Ministério da Agricultura deve apresentar um plano detalhado em duas semanas para garantir o cumprimento das normas contra o uso de antimicrobianos.

Representantes do Ministério da Agricultura confirmaram nesta quarta-feira que o governo brasileiro está em negociações diretas com a União Europeia para reverter a exclusão do país da lista de exportadores autorizados. A medida ocorre após o bloco europeu atualizar suas diretrizes de segurança sanitária, citando preocupações com o uso de antimicrobianos na pecuária nacional. O Brasil busca agora esclarecer quais pontos técnicos precisam de ajustes para garantir a continuidade das vendas de proteína animal ao mercado europeu.

Durante reuniões estratégicas em Bruxelas, o embaixador Pedro Miguel da Costa e Silva e o secretário Luis Rua manifestaram a insatisfação brasileira com a falta de comunicação prévia sobre a decisão. Ficou estabelecido que as autoridades europeias detalharão as pendências específicas, permitindo que o Ministério da Agricultura envie uma resposta técnica em até 14 dias. A expectativa do governo é que o cronograma de adequação evite a interrupção das exportações programada para setembro.

Uma das mudanças fundamentais no processo de negociação será a análise individualizada por categoria de produto. Em vez de uma avaliação única para todo o setor de carnes, os técnicos europeus analisarão separadamente os protocolos de produção de frangos, bovinos, ovos e mel. Segundo o governo, essa fragmentação deve dar agilidade ao processo de regularização, permitindo que cada segmento comprove suas garantias sanitárias de forma independente e específica.

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