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Barcelona escala crise institucional contra Florentino Pérez e exige providências legais na Espanha

Clube catalão enviou cartas formais às autoridades esportivas exigindo providências contra o presidente do Real Madrid após comentários sobre arbitragem.

Redação 360 Notícia
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17 de junho de 2026 às 21:002 min
Barcelona escala crise institucional contra Florentino Pérez e exige providências legais na Espanha
Foto: Reprodução
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O Barcelona acionou órgãos reguladores da Espanha contra Florentino Pérez, presidente do Real Madrid, acusando-o de prejudicar a imagem da arbitragem e da competição com declarações sobre o 'Caso Negreira'. Confira os detalhes da crise.

O cenário do futebol espanhol atravessa um dos momentos de maior tensão institucional das últimas décadas. O Futbol Club Barcelona formalizou uma queixa contundente contra as recentes declarações de Florentino Pérez, presidente do Real Madrid, referentes ao polêmico "Caso Negreira". Em um movimento estratégico, a diretoria catalã enviou cartas formais aos principais órgãos reguladores do esporte na Espanha, incluindo a Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF) e o Conselho Superior de Esportes, solicitando que medidas legais e disciplinares sejam adotadas contra o mandatário merengue.

A crise se aprofundou após manifestações públicas de Pérez, que colocaram em xeque a integridade das competições nacionais e a lisura do sistema de arbitragem. O Barcelona sustenta que tais comentários não apenas atacam a honra da instituição culé, mas também desestabilizam a credibilidade de todo o ecossistema do futebol espanhol. Para o clube presidido por Joan Laporta, as falas de Pérez ultrapassam os limites da rivalidade esportiva e configuram uma tentativa deliberada de influenciar o julgamento público e jurídico de um processo que ainda está em fase de instrução pelas autoridades competentes.

O "Caso Negreira", que serve de pano de fundo para este novo embate, investiga pagamentos realizados pelo Barcelona a empresas pertencentes a José María Enríquez Negreira, ex-vice-presidente do Comitê Técnico de Árbitros (CTA). Enquanto o Barcelona defende que os valores se referiam a relatórios técnicos de consultoria — prática comum no meio profissional —, o Real Madrid tem adotado uma postura agressiva, posicionando-se como parte prejudicada no processo. A réplica madrilenha às reclamações do Barcelona foi imediata: o clube da capital acionou a União das Federações Europeias de Futebol (Uefa), fornecendo o que chamam de "novos elementos" para pressionar por sanções continentais contra o rival.

Especialistas em direito esportivo apontam que essa guerra de petições e notas oficiais reflete o esfacelamento das relações diplomáticas entre as duas maiores potências da La Liga. O impacto dessa disputa atinge diretamente a imagem comercial do campeonato espanhol no exterior, uma vez que as acusações de corrupção sistêmica e manipulação de resultados afastam investidores e geram desconfiança nos torcedores. A tensão atual enterra definitivamente a antiga aliança que os clubes mantinham em prol de projetos conjuntos, como a criação da Superliga Europeia, evidenciando que a sobrevivência institucional e a defesa da reputação agora prevalecem sobre os interesses econômicos mútuos.

Diante do pedido de intervenção feito pelo Barcelona, os órgãos espanhóis agora enfrentam a complexa tarefa de analisar se as declarações de Florentino Pérez violam os códigos de ética e conduta da federação. Simultaneamente, o desfecho do processo jurídico principal na Justiça comum ditará o ritmo das próximas retaliações. O que se observa, no momento, é um jogo de xadrez jurídico onde cada manifestação pública é calculada para servir como prova ou contraponto em tribunais. O futebol espanhol aguarda um posicionamento das entidades de classe, enquanto o clássico das quatro linhas parece ter sido transferido, sem data para acabar, para as salas de audiência e gabinetes presidenciais.

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