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Aleam homenageia Festival de Parintins e reconhece impacto econômico do evento

Sessão na Assembleia Legislativa destaca o papel das agremiações Caprichoso e Garantido como pilares da economia e da identidade do Amazonas.

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Redação 360 Notícia
29 de maio de 2026 às 00:003 min
Aleam homenageia Festival de Parintins e reconhece impacto econômico do evento
Foto: Reprodução
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A Assembleia Legislativa do Amazonas realizou uma sessão especial para homenagear o Festival de Parintins, destacando seu papel fundamental na economia e na preservação da identidade cultural do estado. O evento reuniu representantes dos bois Caprichoso e Garantido, além de artistas de bastidores e autoridades.

O plenário Ruy Araújo, na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), em Manaus, transformou-se em um cenário de celebração cultural na tarde desta quinta-feira (28). Representantes dos bois-bumbás Caprichoso e Garantido, autoridades políticas e figuras centrais do setor artístico se reuniram para uma Sessão Especial em homenagem ao Festival Folclórico de Parintins. A solenidade, proposta pela deputada estadual Mayra Dias (PSD), teve como objetivo não apenas exaltar a beleza estética das apresentações, mas também ratificar a importância estratégica da festa para o desenvolvimento econômico e social do Amazonas.

Historicamente, o Festival de Parintins transcende a mera disputa entre o azul e o vermelho. Realizado anualmente na Ilha Tupinambarana, situada a 369 quilômetros da capital amazonense, o evento consolidou-se como o maior festival folclórico do Brasil. O reconhecimento oficial pelo Legislativo estadual reflete a maturidade de uma manifestação que, nas últimas décadas, deixou de ser um evento regional para se tornar um produto de exportação da identidade amazônica. A homenagem destacou que o festival é um motor econômico vital para o interior do estado, gerando milhares de empregos diretos e indiretos, desde o setor náutico e hoteleiro até a cadeia produtiva dos artesãos e costureiras que labutam nos galpões.

Um dos diferenciais da sessão deste ano foi a expansão do olhar institucional sobre quem faz a festa acontecer. Tradicionalmente centradas nos "itens" oficiais que defendem as cores nas arenas, as homenagens desta vez alcançaram os bastidores. Artistas de alegorias, coreógrafos, compositores e criadores de fantasias foram condecorados, simbolizando o respeito à tecnicidade e ao talento invisível que sustenta o espetáculo. Nomes como o histórico poeta Chico da Silva, autor de toadas que atravessam gerações nos dois bois, receberam o reconhecimento da Casa. Além disso, o papel dos influenciadores digitais na modernização da divulgação do festival foi citado como um componente essencial para a projeção nacional que o evento alcançou recentemente.

Durante os discursos, os presidentes das agremiações enfatizaram o nível de excelência atingido pela disputa. Fred Góes, presidente do Boi Garantido, sublinhou que a obrigação de zelar pelo patrimônio é coletiva e que o festival hoje opera em um patamar artístico de magnitude global. Na mesma linha, Rossy Amoedo, presidente do Boi Caprichoso, destacou o orgulho da identidade parintinense, que hoje ecoa fora das fronteiras brasileiras. Para os gestores, o festival deixou de ser apenas uma "brincadeira de boi" para se tornar uma indústria cultural robusta que exige profissionalismo e investimentos contínuos em infraestrutura e inovação tecnológica.

Para o leitor brasileiro, entender a relevância desta homenagem é compreender como a cultura pode ser o principal eixo de sustentabilidade de uma região. Com a proximidade da próxima edição do festival, a atenção se volta para a infraestrutura de Parintins e para a capacidade da cidade em absorver o fluxo crescente de turistas adeptos do "turismo de experiência". O prefeito de Parintins, Mateus Assayag, classificou o evento como o maior teatro a céu aberto do planeta, reforçando que o prestígio internacional atrai olhares inclusive para questões de preservação ambiental e valorização dos povos originários, temas intrínsecos às narrativas apresentadas no Bumbódromo. O próximo passo, discutido nos corredores da Aleam, envolve o fortalecimento de políticas públicas que garantam a perenidade financeira dos bumbás e a proteção aos trabalhadores da cultura durante todo o ano, e não apenas no período festivo.

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