Zema anuncia que Novo indicará vice de Mateus Simões em Minas Gerais
Ex-governador sacramentou acordo para a chapa de Mateus Simões em Minas e comentou diálogos para a sucessão presidencial de 2026.

Romeu Zema confirma aliança entre Partido Novo e PSD para as eleições em Minas Gerais. O ex-governador garantiu que sua legenda indicará o vice na chapa de Mateus Simões e detalhou as articulações para a disputa presidencial, citando diálogos com o governador Ronaldo Caiado.
O cenário político de Minas Gerais começou a ganhar contornos definitivos para o pleito de 2026. Em entrevista coletiva concedida na noite de segunda-feira (1º), o ex-governador e atual pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), confirmou a manutenção da aliança entre seu partido e o PSD. Segundo o líder mineiro, o Partido Novo terá a prerrogativa de indicar o candidato a vice-governador na chapa liderada por Mateus Simões, que buscará a continuidade do projeto político iniciado por Zema no estado.
A declaração oficializa uma estratégia que vinha sendo desenhada nos bastidores desde que Mateus Simões trocou o Novo pelo PSD em outubro de 2025. Zema utilizou o termo "sacramentado" para descrever o acordo, reforçando que a costura política entre as duas legendas é sólida e visa garantir a governabilidade em Minas Gerais. Embora a vaga de vice esteja garantida ao Novo, o ex-governador optou pela cautela e não revelou nomes ou datas para o anúncio oficial, indicando que a escolha passará por uma análise criteriosa da legenda para encontrar um perfil que some força eleitoral à chapa de Simões.
Para o eleitorado mineiro e para o mercado político nacional, essa movimentação é um indicativo claro de como as forças de centro-direita pretendem se organizar. Mateus Simões já havia delegado publicamente a Zema a responsabilidade pela escolha de seu companheiro de chapa, o que demonstra a influência contínua do ex-governador na política regional mesmo após deixar o cargo. A transição de Simões para o PSD foi vista como um movimento pragmático para ampliar a base de apoio, enquanto o Novo mantém sua relevância ao ocupar a segunda cadeira mais importante do Executivo estadual.
No âmbito federal, Zema também aproveitou a oportunidade para comentar as articulações para a Presidência do Brasil, onde figura como um dos principais nomes da oposição. Questionado sobre uma possível composição com o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), Zema admitiu haver uma "afinidade muito grande" entre ambos, fruto de anos de convivência como governadores. Entretanto, o mineiro classificou como "prematura" qualquer definição de chapa presidencial conjunta agora, reiterando que ambos mantêm suas pré-candidaturas independentes enquanto o diálogo flui em encontros recentes ocorridos em São Paulo e Belo Horizonte.
O evento onde as declarações foram dadas, um debate focado no agronegócio em Belo Horizonte, também contou com a presença de outras figuras de proeminência da direita, como o senador Flávio Bolsonaro (PL). Ronaldo Caiado, reforçando a tese de união, destacou a necessidade de um "grau de convivência pacífica" entre os candidatos conservadores e liberais para evitar divisões que possam favorecer a esquerda em um eventual segundo turno. Zema ecoou esse sentimento, afirmando que, independentemente de quem avance na disputa presidencial, a direita deverá estar unida no confronto final contra o PT, sinalizando um pacto de não-agressão e apoio mútuo no futuro próximo.
A relevância desses movimentos para o Brasil é significativa, pois Minas Gerais é historicamente visto como o "termômetro" das eleições nacionais. Uma chapa forte no estado, unindo nomes do Novo e do PSD, pode servir de base logística e eleitoral para a campanha de Zema ao Planalto. Ao mesmo tempo, a consolidação de Mateus Simões como sucessor natural de Zema em Minas Gerais mostra um esforço de continuidade administrativa em um estado que possui o segundo maior colégio eleitoral do país e uma dívida pública bilionária que exige estabilidade política para ser gerida.





