Vítima de agressão no litoral de SP teme impunidade após libertação de ex-namorado
Vítima de 29 anos foi atingida no rosto ao sair do trabalho; defesa luta por prisão preventiva diante de ameaças constantes.

Vítima de agressão em Praia Grande manifesta insegurança após soltura de ex-companheiro que a atacou com soco. Defesa pede prisão preventiva citando histórico de perseguição e ameaças de morte.
Uma mulher de 29 anos rompeu o silêncio após ser vítima de uma agressão violenta cometida por seu ex-companheiro em Praia Grande, no litoral paulista. O crime ocorreu no bairro Boqueirão, quando a vítima saía de seu turno de trabalho em uma padaria e foi abordada pelo homem. Diante da recusa da mulher em acompanhá-lo, o agressor desferiu um soco em seu rosto, resultando em um ferimento que exigiu três pontos cirúrgicos. O episódio foi registrado por câmeras de segurança e mostra o momento em que a bicicleta da vítima é segurada antes do golpe.
Apesar de ter sido preso em flagrante no dia do ataque, o suspeito foi colocado em liberdade logo após a audiência de custódia, o que gerou profunda indignação e insegurança na vítima. Em depoimento, ela expressou o temor de que a impunidade estimule novos atos de violência, ressaltando que muitos agressores agem por acreditar que não enfrentarão consequências severas da Justiça. O relacionamento havia terminado em fevereiro devido ao comportamento possessivo do homem, mas ele nunca aceitou o rompimento.
O histórico do agressor agrava a situação, uma vez que ele já possui antecedentes por tentativa de homicídio e outros casos de violência doméstica. A defesa da vítima trabalha agora para converter o caso em um pedido de prisão preventiva, argumentando que as ameaças de morte enviadas por mensagens e a perseguição constante configuram um risco real de feminicídio. Advogados também analisam medidas de reparação por danos morais e psicológicos causados pela exposição e pelo trauma da agressão.
O caso está sob investigação da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) da região e foi tipificado inicialmente como lesão corporal e violência doméstica. Enquanto o processo avança, a vítima vive sob constante vigilância e medo, aguardando uma resposta mais rígida das autoridades para garantir sua integridade física. O suspeito chegou a ser agredido por populares que presenciaram a cena antes da chegada da Guarda Civil Municipal.






