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setor de defesa brasileiro vive expansão inédita e atrai grandes investidores

Brasil supera média global em gastos de defesa e vê setor ser impulsionado por aporte milionário na Avibrás e novos contratos da Embraer.

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Redação 360 Notícia
18 de maio de 2026 às 10:002 min
setor de defesa brasileiro vive expansão inédita e atrai grandes investidores
Foto: Reprodução
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Com investimentos em alta e exportações recordes, o setor de defesa brasileiro atrai novos aportes e reativa empresas estratégicas, como a Avibrás. O país supera a média global de gastos militares em meio a um cenário de rearmamento mundial.

O setor de defesa no Brasil atravessa um período de expansão histórica, impulsionado por um cenário de instabilidade global e pela modernização das forças militares. Refletindo essa tendência, a Avibrás, tradicional fabricante de sistemas aeroespaciais e de defesa sediada em São José dos Campos, retomou suas operações após um longo período de crise financeira e recuperação judicial. A reativação foi viabilizada por um aporte de R$ 300 milhões proveniente de um grupo de investidores, que inclui o empresário Joesley Batista.

O crescimento da indústria bélica brasileira supera o ritmo internacional. Enquanto os gastos militares globais subiram cerca de 3% no último ano, o Brasil registrou uma elevação de 13% em seus investimentos no setor, totalizando quase US$ 24 bilhões. Esse movimento é acompanhado por um recorde nas exportações, com autorizações para vendas externas saltando de US$ 1,78 bilhão em 2024 para US$ 3,1 bilhões em 2025, evidenciando o interesse estrangeiro em tecnologias nacionais como munições e aeronaves militares.

A Embraer é outro destaque dessa fase positiva, tendo firmado recentemente seu maior contrato internacional para o cargueiro C-390 Millennium com os Emirados Árabes. Especialistas apontam que a posição diplomática do Brasil, vista como não alinhada a blocos específicos, funciona como uma vantagem competitiva, permitindo o fornecimento de equipamentos para diversos países. No entanto, o aumento das vendas para regiões em conflito ou sob regimes autoritários gera alertas de organizações de direitos humanos sobre o destino final desses armamentos.

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