Tudo é Transitório, e Ainda Assim Há Esperança
Mesmo fazendo boas escolhas, corremos o risco de a vida nos dar uma bofetada. Entretanto, é com ela que aprendemos lições que nenhuma escola ou faculdade pode e

Mesmo fazendo boas escolhas, corremos o risco de a vida nos dar uma bofetada. Entretanto, é com ela que aprendemos lições que nenhuma escola ou faculdade pode ensinar.
Mesmo fazendo boas escolhas, corremos o risco de a vida nos dar uma bofetada. Entretanto, é com ela que aprendemos lições que nenhuma escola ou faculdade pode ensinar. Viver é correr riscos, enfrentar desafios, cair sem medo de ralar os joelhos. É compreender que tudo na vida é transitório. Como diz Lyly Diniz, me fez repensar muito em deixar registro essa minha história: " Mesmo fazendo boas escolhas corremos o risco da vida nos dar uma bofetada; Entretanto é com a vida que aprendemos lições que nenhuma escola ou faculdade dá. Viver é correr riscos, enfrentar desafios, cair sem medo de ralar os joelhos, é entender que tudo na vida é transitório."
Quem nunca sentiu um bom sacolejo? Digo “bom” porque, dessas situações, nascem lições que nos colocam novamente nos trilhos e ampliam nossa visão. Os pensamentos mudam e passamos a agir de outra maneira. Já escrevi em outros textos: “Viver é correr constantemente riscos.”
Pois bem, vou contar um susto que levei, mas que enfrentei com serenidade, porque minha confiança e fé estavam firmes em algo maior.
Desde 2018, comecei a sentir algo estranho ao ir ao banheiro, mas ignorei o perigo que se instalava. Protelei perigosamente. Em outubro de 2024, como num estalo, resolvi fazer uma colonoscopia — exame que recomendo a todos, independentemente da idade. A partir daí, foram três exames até abril de 2025. A suspeita era de um câncer chamado carcinoma no cólon retal.
Fui encaminhado ao Dr. Bruno que, com perspicácia, organizou em menos de uma semana que a cirurgia fosse realizada em Recife-PE, no Hospital das Clínicas. Pela gravidade, seria feita a laser. Sou eternamente grato a Jeová Deus, que nas minhas orações sempre me transmitiu confiança, serenidade e a certeza de que tudo daria certo.
Não consigo explicar como as coisas aconteceram tão rápido. Aliás, consigo: foi pelas mãos de Jeová, por sua compaixão, misericórdia e demonstração de leal amor. Ele cuidou de mim em todos os sentidos, em todos os momentos e em todas as horas.
Agradeço também à minha família, meus irmãos carnais, que me deram forças e confiança, acompanhando-me nesse processo. A presença deles me trazia coragem e esperança. Minha cunhada foi a ponte entre os médicos em Recife e foi o contato direto entre eu e a médica, que me transmitia carinho, atenção e cuidado e meu irmão mais velho que ficou o tempo todo comigo no hospital antes e depois da cirurgia. Meus irmãos na fé estiveram comigo em diferentes momentos e por suas orações que tenho absoluta certeza que Jeová os ouviu. E a esposa de meu sobrinho, que corajosamente enfrentou o trânsito da capital Pernambucana, junto com minha cunhada, meu irmão e minha sobrinha, se fizeram presentes.
No dia 12 de junho fui cirurgiado e, graças ao Bom Deus Jeová, tudo se confirmou: a cirurgia foi um sucesso. No retorno, o Dr. Bruno me disse: “Sabe um gato? Você é como um gato. De sete vidas, já gastou uma. Você pulou uma fogueira.”
Como não ser grato? Como não reconhecer o poder supremo do Criador Jeová em cuidar de mim? Como não agradecer a Deus por me amar tanto? (Efésios 2:4-7; Êxodo 34:6; Malaquias 3:17)
Não encontro palavras para descrever este quase um ano desde que renasci. Nasci de novo em 12 de junho, uma data que marcou minha vida e fez toda a diferença.
Antonio Marcos de Souza






