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Trabalhador morre soterrado em canteiro de obras de aterro sanitário no Paraná

Delmar José de Campos, de 61 anos, não resistiu aos ferimentos após ser atingido por massa de terra em canteiro de obras no distrito de Palmeirinha.

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Redação 360 Notícia
2 de junho de 2026 às 11:003 min
Trabalhador morre soterrado em canteiro de obras de aterro sanitário no Paraná
Foto: Reprodução
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Um funcionário de 61 anos morreu após o desabamento de um barranco em uma obra de aterro sanitário em Guarapuava, no Paraná. Equipes do Corpo de Bombeiros e do SAMU tentaram o resgate, mas a vítima não resistiu aos ferimentos causados pelo soterramento. Polícia Civil investiga o caso.

Um grave acidente de trabalho chocou a região central do Paraná na manhã desta segunda-feira (1). Delmar José de Campos, um trabalhador de 61 anos, perdeu a vida após ser vítima de um desmoronamento de terra em um canteiro de obras destinado à construção ou ampliação de um aterro sanitário em Guarapuava. O incidente ocorreu nas proximidades da rodovia PR-466, dentro do distrito de Palmeirinha, mobilizando equipes de resgate do Corpo de Bombeiros e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), que tentaram, sem sucesso, reverter o quadro crítico da vítima no local.

De acordo com os relatos das autoridades que atenderam a ocorrência, o barranco cedeu subitamente, cobrindo parte do corpo do operário. Quando os socorristas chegaram ao endereço, Delmar já estava inconsciente e apresentava os membros inferiores totalmente cobertos pela massa de terra. O processo de resgate foi delicado, exigindo que a equipe de prontidão realizasse primeiro a estabilização da cena para impedir que novos deslizamentos ocorressem, garantindo a segurança tanto da vítima quanto dos próprios bombeiros que atuavam na retirada do entulho acumulado.

Durante as manobras de liberação da vítima, os paramédicos iniciaram protocolos de ressuscitação, incluindo a massagem cardíaca, na tentativa de restabelecer os sinais vitais do trabalhador enquanto ele ainda estava sendo extraído do local de risco. Contudo, após a retirada completa dos escombros e a avaliação detalhada feita pela médica do SAMU presente na operação, foi constatado o óbito. A morte de um profissional com décadas de experiência laboral no setor levanta alertas sobre as condições de segurança em obras de grande movimentação de terra, frequentes em projetos de infraestrutura sanitária e ambiental.

O aterro onde ocorreu a fatalidade é de propriedade de uma empresa privada que atua no segmento de tratamento e destinação final de resíduos sólidos. A gerência da unidade informou que deve se manifestar oficialmente por meio de nota para esclarecer as circunstâncias da obra e o suporte oferecido à família do colaborador. Paralelamente, a Polícia Civil do Paraná deverá instaurar um inquérito para apurar se houve negligência, falha em normas técnicas de engenharia ou se o desmoronamento foi fruto de condições geológicas imprevistas do terreno, sendo aguardado o laudo da perícia criminal.

Para o leitor brasileiro, este caso serve como um lembrete trágico da necessidade de conformidade rígida com a NR-18 (Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho na Indústria da Construção). Acidentes envolvendo soterramentos são, historicamente, uma das principais causas de mortalidade no setor de construção civil e terraplanagem no Brasil. Especialistas apontam que a contenção de encostas e o monitoramento constante da umidade do solo são vitais para prevenir que barrancos sofram colapsos estruturais, especialmente em períodos de transição climática ou em escavações profundas como as exigidas em células de aterros sanitários.

A expectativa agora gira em torno dos próximos passos da investigação e da autuação de órgãos fiscalizadores, como o Ministério do Trabalho e Emprego, que costuma realizar visitas técnicas após acidentes fatais para verificar o cumprimento de escalas de segurança e o uso de Equipamentos de Proteção Coletiva (EPCs). Enquanto a família de Delmar José de Campos aguarda pela liberação do corpo e os trâmites fúnebres, a comunidade de Guarapuava e o setor de saneamento do estado discutem como reforçar os protocolos para que tragédias dessa natureza não se repitam em canteiros de obras pela região.

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