Notícias

Trabalhador de som é executado durante festa agropecuária no Tocantins

Geovane da Silva Lima, de 38 anos, foi atingido com um tiro na nuca enquanto trabalhava no parque de exposições; polícia investiga a autoria.

Por
Redação 360 Notícia
31 de maio de 2026 às 14:003 min
Trabalhador de som é executado durante festa agropecuária no Tocantins
Foto: Reprodução
Compartilhar

Um trabalhador de 38 anos, identificado como Geovane da Silva Lima, foi morto a tiros durante a Exposição Agropecuária de Miranorte, no Tocantins. O crime ocorreu na madrugada deste domingo (31) próximo ao palco do evento, gerando pânico entre os presentes e mobilizando as forças de segurança.

Uma tragédia interrompeu as festividades da Exposição Agropecuária de Miranorte, no estado do Tocantins, na madrugada deste domingo (31). Geovane da Silva Lima, um profissional de 38 anos que atuava na equipe de sonorização do evento, foi assassinado com um disparo de arma de fogo enquanto exercia suas funções profissionais. O crime ocorreu no Parque de Exposições da cidade, um local que deveria ser de celebração e fomento econômico para a região, mas que acabou se tornando palco de uma cena de violência que chocou os frequentadores e a comunidade local.

De acordo com os relatos registrados pelas autoridades policiais, o incidente aconteceu por volta de 01h30 da manhã. A vítima foi atingida na região da nuca, o que sugere um ataque súbito e sem chances de defesa. Logo após o disparo, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado com urgência, mas ao chegarem ao local, os socorristas apenas puderam constatar o óbito de Geovane. A área foi imediatamente isolada para o trabalho da perícia técnica, que buscou coletar indícios que possam levar à identificação do autor do crime e à dinâmica exata do ocorrido no movimentado parque de exposições.

O assassinato ocorreu em um momento de transição na programação do evento, logo após a realização do desfile para a escolha da "Garota Expoagro", uma das atrações mais tradicionais do calendário rural de Miranorte. A Secretaria de Segurança Pública (SSP) forneceu detalhes preliminares indicando que equipes da polícia que faziam a segurança do recinto estavam, no exato momento, monitorando uma discussão nas proximidades. Foi durante essa intervenção preventiva que o barulho de um tiro ecoou vindo das imediações do palco principal, onde a vítima trabalhava ajustando os equipamentos de som.

Para o setor de eventos agropecuários e para o público brasileiro em geral, crimes dessa natureza em feiras regionais levantam debates profundos sobre a segurança em grandes aglomerações. O Sindicato Rural de Miranorte, entidade responsável pela organização da Expoagro, emitiu uma nota oficial lamentando profundamente a perda do trabalhador. A organização ressaltou que Geovane era um profissional dedicado e que o evento contava com protocolos de segurança, reforçando que nenhuma outra pessoa presente na exposição ficou ferida durante a ação criminosa. A morte de um trabalhador em serviço gera um clima de insegurança que afeta não apenas o entretenimento, mas a economia local que depende desses eventos.

Até o presente momento, a motivação por trás do homicídio e a identidade do suspeito permanecem desconhecidas. A 66ª Delegacia de Polícia de Miranorte assumiu a responsabilidade pelas investigações e busca por testemunhas que possam descrever quem portava a arma ou se houve algum desentendimento prévio envolvendo a vítima. A Polícia Militar também foi consultada para fornecer subsídios sobre o policiamento no perímetro externo e interno, mas ainda busca consolidar os dados daquela madrugada. A expectativa é que as imagens de câmeras de segurança instaladas no parque possam oferecer pistas cruciais para solucionar o caso nos próximos dias.

Este triste episódio ressalta a vulnerabilidade de profissionais que atuam nos bastidores de grandes produções, muitas vezes expostos a situações de risco em locais de livre circulação de público. Para a população de Miranorte, resta a esperança de que o sistema de justiça identifique rapidamente o culpado, garantindo que o direito ao trabalho e ao lazer não seja cerceado pela criminalidade. O corpo de Geovane da Silva Lima foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para os procedimentos de praxe antes de ser liberado para os ritos de despedida por parte de seus familiares e amigos.

#crime em Miranorte#homicídio Tocantins#Expoagro Miranorte#segurança pública#Polícia Civil TO#investigação criminal#trabalhador sonorização

Leia também