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Tecnologia de ponta: Polícia Ambiental usa satélites e drones contra alta de queimadas em SP

Com alta de até 40% nos focos de incêndio em Rio Preto, corporação utiliza monitoramento remoto para identificar criminosos e proteger áreas de preservação.

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Redação 360 Notícia
30 de maio de 2026 às 21:003 min
Tecnologia de ponta: Polícia Ambiental usa satélites e drones contra alta de queimadas em SP
Foto: Reprodução
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As queimadas no Noroeste Paulista subiram até 40% nos primeiros cinco meses do ano. Para combater o crime ambiental e conter os focos de incêndio, a Polícia Ambiental intensificou o uso de drones térmicos e monitoramento via satélite em Rio Preto e região.

O Noroeste Paulista enfrenta um cenário crítico com a antecipação do período de queimadas, o que levou as autoridades de segurança e preservação ambiental a reforçarem o policiamento. De acordo com os dados mais recentes do Corpo de Bombeiros, entre janeiro e o final de maio de 2026, a região contabilizou 824 ocorrências de focos de incêndio. Esse volume representa uma alta de 25% em comparação ao mesmo intervalo do ano anterior, quando foram registrados 659 casos. A situação é ainda mais alarmante na cidade de São José do Rio Preto (SP), onde o crescimento das queimadas atingiu o índice de 40%, totalizando 320 ocorrências de janeiro a maio deste ano.

Diante do aumento exponencial dos focos de calor, a Polícia Militar Ambiental adotou uma estratégia baseada em tecnologia aeroespacial e monitoramento remoto para tentar conter o avanço das chamas. O uso de drones equipados com sensores térmicos e o cruzamento de dados via satélite tornaram-se ferramentas indispensáveis para as equipes de campo. Historicamente, o Noroeste Paulista sofre com a baixa umidade do ar e ventos fortes durante o inverno, fatores que favorecem a propagação rápida do fogo em áreas de pastagem e vegetação nativa. A introdução dessas tecnologias visa não apenas combater o fogo em estágio inicial, mas também identificar infratores que utilizam a queima de forma irregular no manejo de terras ou para descarte de resíduos.

Os drones oferecem uma vantagem tática significativa, permitindo que a polícia acesse perímetros de difícil entrada por terra, como o interior de grandes fragmentos florestais. Equipados com câmeras térmicas, esses aparelhos conseguem detectar assinaturas de calor que seriam invisíveis a olho nu no horizonte, permitindo a localização exata do foco antes que ele ganhe proporções incontroláveis. Segundo o comando da Polícia Ambiental local, a otimização dos recursos humanos é o maior benefício: uma única aeronave consegue cobrir em poucos minutos áreas que demandariam horas de patrulhamento terrestre, gerando imagens precisas que auxiliam no planejamento de aceiros e na manutenção de zonas de proteção.

Paralelamente ao trabalho aéreo local, o monitoramento por satélite fornece uma visão macro da degradação ambiental. Os sistemas permitem que os policiais verifiquem, em tempo real, as chamadas "cicatrizes de queimada". Ao cruzar essas manchas de devastação com mapas de Áreas de Preservação Permanente (APP) e Unidades de Conservação, a corporação consegue determinar se houve crime de desmatamento ou se a queima ocorreu em local autorizado pelo licenciamento ambiental. Durante a atual fase da Operação Corta Fogo, o rigor na fiscalização foi intensificado, com equipes sendo deslocadas para todos os pontos detectados via satélite, visando a aplicação de multas e a responsabilização criminal dos envolvidos.

Para o leitor brasileiro, o aumento das queimadas no interior paulista acende um alerta que vai além da ecologia, impactando diretamente a saúde pública e a infraestrutura. O ar carregado de fumaça e fuligem agrava doenças respiratórias em crianças e idosos, especialmente em um período onde o sistema de saúde já sofre com a sazonalidade de doenças virais. Além disso, a destruição da vegetação nativa reduz a capacidade de retenção de água no solo, o que pode afetar o abastecimento das cidades a longo prazo. A Polícia Ambiental reforça que a queima de lixo, folhas secas em terrenos urbanos e a limpeza de pastos sem autorização são crimes ambientais passíveis de prisão e multas pesadas.

O que se espera para os próximos meses é uma manutenção da vigilância rigorosa, dado que o auge da seca ainda está por vir. As autoridades apelam para a conscientização da população, enfatizando que a preservação de áreas como a Floresta Estadual do Noroeste Paulista é vital para a manutenção do microclima e da biodiversidade regional. A tendência é que o uso de inteligência artificial acoplada às imagens de drone se torne o novo padrão de fiscalização, criando um cerco tecnológico contra práticas que colocam em risco o patrimônio ambiental do estado de São Paulo.

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