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Suspeito de integrar quadrilha que furtava remédios de alto custo em Maceió é preso pela polícia

Investigações apontam que grupo furtou cerca de R$ 150 mil em medicamentos; um dos envolvidos é ex-funcionário de farmácia.

Redação 360 Notícia
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25 de julho de 2026 às 11:003 min
Suspeito de integrar quadrilha que furtava remédios de alto custo em Maceió é preso pela polícia
Foto: Reprodução
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A Polícia Civil de Alagoas prendeu um homem suspeito de integrar uma quadrilha que furtou R$ 150 mil em medicamentos Mounjaro de farmácias em Maceió. O grupo conta com a participação de um ex-funcionário de um dos estabelecimentos.

A Polícia Civil de Alagoas efetuou, nesta quinta-feira (24), a prisão de um homem suspeito de compor uma organização criminosa especializada no furto de medicamentos de alto custo em Maceió. As investigações apontam que o grupo subtraiu dezenas de caixas do fármaco Mounjaro, utilizado no tratamento de diabetes e controle de peso, em ações coordenadas que atingiram estabelecimentos farmacêuticos localizados em áreas nobres e de grande circulação da capital alagoana. Estima-se que o valor total das mercadorias levadas pelos criminosos ultrapasse a marca de R$ 150 mil, evidenciando o foco da quadrilha em produtos de revenda rápida e alto valor agregado no mercado paralelo.

O histórico de ações do grupo revela um planejamento voltado especificamente para este tipo de medicação. De acordo com os registros policiais, o primeiro crime ocorreu no mês de janeiro, em uma farmácia situada no bairro da Jatiúca. Naquela ocasião, os suspeitos conseguiram levar canetas injetáveis que somavam aproximadamente R$ 90 mil em prejuízo. Meses depois, em maio, uma segunda incursão foi realizada, desta vez em uma unidade na Serraria, resultando no furto de mais unidades do medicamento, avaliadas em R$ 60 mil. A reiteração do crime com o mesmo modus operandi e o mesmo alvo permitiu que os investigadores traçassem o perfil dos envolvidos e identificassem um padrão nas execuções.

Um detalhe crucial que auxiliou o trabalho da Polícia Civil foi a descoberta de que um dos integrantes do grupo possui conhecimento interno sobre o funcionamento das redes de farmácias atingidas. Um dos investigados, que já havia sido detido anteriormente, é ex-funcionário de um dos estabelecimentos furtados. Essa ligação facilitaria o acesso a informações privilegiadas sobre o armazenamento e o controle de estoque dos remédios, que geralmente são guardados em locais com maior vigilância. A participação de alguém que conhecia a logística interna reforça a tese de um crime arquitetado com precisão para evitar alarmes e facilitar a fuga rápida com os itens visados.

O foco no Mounjaro não é aleatório; a substância tirzepatida, princípio ativo do medicamento, tornou-se extremamente requisitada globalmente para o tratamento de diabetes tipo 2 e para o manejo crônico da obesidade. Devido ao seu elevado custo nas drogarias regulares e à alta demanda de pacientes, criou-se um mercado ilegal para a receptação desses produtos. A polícia investiga agora quem seriam os compradores finais dessas cargas roubadas, uma vez que a manutenção da eficácia do medicamento depende de condições específicas de refrigeração e transporte, o que pode colocar em risco a saúde de quem adquire o produto de fontes não autorizadas.

Até o momento, a identidade do suspeito preso nesta quinta-feira não foi divulgada oficialmente pelas autoridades, seguindo os protocolos de investigação em curso. A defesa dos acusados ainda não se manifestou sobre as prisões, mas o espaço permanece aberto para futuros esclarecimentos. O trabalho investigativo agora entra em uma nova fase, onde a Polícia Civil busca desarticular o restante da quadrilha e identificar outros possíveis pontos de venda do material furtado. A segurança nas farmácias da região foi reforçada, e os órgãos de fiscalização sanitária alertam a população para os perigos de comprar medicamentos de alto custo fora dos canais oficiais de distribuição.

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