Superpetroleiros furam bloqueio no Estreito de Ormuz após meses de espera
Carga de 6 milhões de barris segue para a Ásia após navios utilizarem rota alternativa em meio aos conflitos no Oriente Médio.

Após ficarem retidos por dois meses devido aos conflitos no Irã, três superpetroleiros atravessaram o Estreito de Ormuz com destino à Ásia. A região segue sob alto risco e com tráfego reduzido.
Pela primeira vez em mais de dois meses, três navios de grande porte conseguiram atravessar o Estreito de Ormuz nesta quarta-feira (20), transportando uma carga combinada de seis milhões de barris de petróleo bruto. As embarcações, que estavam retidas no Golfo Pérsico devido às tensões militares envolvendo o Irã, agora seguem em direção a refinarias na Ásia. O movimento foi possível graças à utilização de uma rota alternativa estabelecida pelas autoridades locais para contornar áreas de maior risco.
O volume de tráfego na região, que historicamente registrava até 140 passagens diárias, sofreu uma redução drástica desde o início do conflito entre forças iranianas, israelenses e norte-americanas. Atualmente, apenas cerca de dez embarcações cruzam o canal por dia, o que mantém milhares de tripulantes e centenas de navios em uma situação de espera forçada dentro do Golfo. Os dados de monitoramento por satélite confirmam que os petroleiros ainda são minoria no fluxo atual de navegação.
Apesar da retomada pontual do transporte de combustível, o cenário de segurança permanece crítico. Entidades do setor marítimo e autoridades navais dos Estados Unidos alertam para perigos constantes, como a presença de drones, minas e o risco de novos ataques. Além disso, existe a preocupação de que um retorno em massa das embarcações acumuladas gere congestionamentos perigosos no estreito, exigindo cautela intensificada das tripulações que decidirem navegar pelo trecho.




