Economia

Senado ratifica Otto Lobo para a presidência da Comissão de Valores Mobiliários

Escolhido cumprirá mandato tampão até 2027 após votação marcada por resistências no Ministério da Fazenda.

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Redação 360 Notícia
20 de maio de 2026 às 22:002 min
Senado ratifica Otto Lobo para a presidência da Comissão de Valores Mobiliários
Foto: Reprodução
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O Senado aprovou o nome de Otto Lobo para a presidência da CVM. Ele cumprirá mandato tampão até 2027, sob críticas do mercado financeiro e divergências no governo federal.

O Plenário do Senado Federal ratificou, nesta quarta-feira (20), a escolha do advogado Otto Lobo para assumir a presidência da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Com um placar de 31 votos favoráveis e 13 contrários, a nomeação assegura que Lobo comande a autarquia em um mandato complementar, válido até julho de 2027. O posto estava vago desde a saída do antigo titular, João Pedro Nascimento, ocorrida em julho do ano passado. Na mesma sessão, os parlamentares também validaram o nome de Igor Muniz para compor a diretoria do órgão regulador.

A trajetória de Lobo até a aprovação foi marcada por resistências internas no Poder Executivo e desconfiança em setores do mercado financeiro. Embora a cúpula do Ministério da Fazenda tenha manifestado oposição ao nome, a indicação ganhou força com o apoio direto do Palácio do Planalto e de lideranças políticas vinculadas à presidência do Senado. Críticos apontam que decisões proferidas por Lobo durante seu período como interino na autarquia, especialmente em casos envolvendo o Banco Master e a empresa Ambipar, geraram controvérsias sobre o rigor técnico da fiscalização.

Durante a sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que precedeu a votação em plenário, Lobo foi questionado sobre seu posicionamento em processos que dispensaram a realização de ofertas públicas de ações (OPA). O advogado defendeu sua conduta, classificando as críticas como fruto de má interpretação sobre as dinâmicas do mercado e ressaltando que, desde suas decisões, não houve contestações formais por parte de investidores minoritários. Agora efetivado, ele terá o desafio de gerir a regulação do mercado de capitais e fundos de investimento em um ambiente de vigilância institucional acentuada.

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