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Senado dos EUA aprova US$ 70 bilhões para acelerar deportações de imigrantes

Medida destina cerca de R$ 354 bilhões para operações do ICE e Patrulha da Fronteira até o final do mandato de Trump.

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Redação 360 Notícia
5 de junho de 2026 às 10:003 min
Senado dos EUA aprova US$ 70 bilhões para acelerar deportações de imigrantes
Foto: Reprodução
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Senado dos Estados Unidos aprova aporte de US$ 70 bilhões para deportações em massa e fiscalização de fronteira. Medida faz parte da plataforma anti-imigração do governo Trump e segue agora para votação na Câmara dos Representantes.

O Senado dos Estados Unidos aprovou, em uma sessão que se estendeu pela madrugada desta sexta-feira (5), um robusto pacote financeiro destinado a intensificar as políticas de imigração do governo federal. Com um montante de US$ 70 bilhões (cerca de R$ 354 bilhões), a proposta visa garantir recursos significativos para operações de deportação de imigrantes indocumentados e para o fortalecimento do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) e da Patrulha da Fronteira. A decisão reflete o cumprimento de uma das principais promessas de campanha da administração de Donald Trump, que busca imprimir uma política de tolerância zero e acelerar a remoção de estrangeiros em situação irregular no país.

A aprovação ocorreu após intensos debates legislativos e manobras políticas. O placar final acusou 52 votos a favor e 47 contra, evidenciando a polarização que o tema desperta no Capitólio. O financiamento não é pontual, mas sim um planejamento de longo prazo estruturado no orçamento de 2029, garantindo verbas para os próximos três anos, período que coincide com o restante do atual mandato presidencial. Os republicanos, que detêm a maioria na câmara alta, conseguiram manter a coesão necessária para assegurar que a agência de fiscalização tenha os meios logísticos e humanos para realizar o que a Casa Branca descreve como a maior operação de deportação da história americana.

O contexto dessa votação é marcado por uma queda de braço entre republicanos e democratas em torno de cláusulas acessórias ao projeto. A oposição tentou incluir uma emenda que proibiria o uso de recursos públicos em um fundo de indenização voltado a aliados do presidente que se dizem vítimas de perseguição política. No entanto, a base governista derrotou essas tentativas, o que postergou o encerramento da sessão até as 5h da manhã. John Thune, líder da maioria no Senado e senador pela Dakota do Sul, lamentou os atrasos causados pela resistência democrata, reforçando que o foco deveria ser a segurança nacional e a aplicação rigorosa das leis imigratórias.

Para o leitor brasileiro, essa medida é de extrema relevância, dado o expressivo contingente de cidadãos do Brasil que residem, legal ou ilegalmente, nos Estados Unidos. O aumento do aporte financeiro para o ICE significa, na prática, maior capacidade de vigilância e maior rigor em batidas migratórias em cidades santuário e locais de trabalho. Além disso, a recente suspensão da emissão de vistos de imigrante para 75 países, mencionada no contexto das recentes restrições, já havia acendido um sinal de alerta para a comunidade internacional, indicando que o acesso ao território americano está se tornando cada vez mais restritivo e judicializado.

Com a vitória no Senado, o texto segue agora para a Câmara dos Representantes. Como a maioria daquela casa também é composta por republicanos alinhados ao governo, a expectativa é de uma tramitação rápida e sem grandes obstáculos. Caso seja ratificada e sancionada, a lei institucionalizará um mecanismo de financiamento que altera profundamente a logística de deportação, permitindo a construção de novos centros de detenção, a contratação de milhares de agentes federais e a locação de voos fretados para repatriar imigrantes em escala industrial, consolidando uma nova era na política migratória dos EUA.

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