Restauração do histórico presídio da Ilha Anchieta tem novo prazo de conclusão
Cronograma foi estendido para agosto de 2026 devido a problemas estruturais e rigor técnico na preservação do patrimônio histórico.

As obras de restauração nas ruínas do presídio da Ilha Anchieta, em Ubatuba, foram prorrogadas para agosto de 2026 após falhas estruturais. O acesso interno segue bloqueado.
O processo de revitalização do antigo complexo prisional da Ilha Anchieta, situado em Ubatuba, litoral norte de São Paulo, recebeu um novo cronograma de entrega. De acordo com informações da Fundação Florestal, órgão ligado à Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado, a expectativa atual é que as intervenções sejam finalizadas apenas em agosto de 2026. A estimativa inicial apontava que as melhorias estariam prontas em abril deste ano, mas obstáculos técnicos alteraram o planejamento.
Atualmente, as obras atingiram a marca de 67% de execução. Entre as atividades fundamentais em curso estão o fortalecimento das fundações e a consolidação das paredes nos setores traseiros das ruínas, além da instalação de sistemas de drenagem. O projeto também contempla a criação de um espaço coberto em um dos pavilhões históricos. De acordo com a administração estadual, a complexidade da estrutura exige métodos específicos de restauração para evitar desabamentos e honrar o valor histórico do sítio.
O atraso no calendário oficial foi atribuído à identificação de falhas estruturais graves nas paredes remanescentes, descobertas ainda no final do ano passado. Apesar da extensão do prazo, a Fundação Florestal assegurou que não houve acréscimos extraordinários no orçamento, aplicando-se apenas as correções monetárias contratuais já previstas. O foco das equipes técnicas permanece na estabilização do conjunto arquitetônico e na mitigação de riscos para os futuros frequentadores.
Enquanto as máquinas e operários ocupam o canteiro de obras, o acesso ao interior do presídio histórico segue interditado ao público por questões de segurança. Visitantes e turistas que desembarcam na ilha podem observar as ruínas apenas pela parte externa, respeitando os perímetros de isolamento. A gestão reforça que as mudanças no cronograma são essenciais para assegurar que a preservação do patrimônio histórico-cultural do local seja feita com o rigor técnico necessário.






