Renda média do brasileiro alcança patamar recorde de R$ 3.367 em 2025
Levantamento do IBGE aponta alta de 5,4% no rendimento real, mas destaca manutenção de abismos sociais e regionais.

A renda média do brasileiro atingiu recorde de R$ 3.367 em 2025, impulsionada pelo mercado de trabalho e concursos públicos. Dados do IBGE mostram alta real de 5,4%, embora persistam desigualdades de gênero, raça e escolaridade.
Novos dados divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira (8) revelam que o ganho médio mensal dos brasileiros atingiu o patamar de R$ 3.367 em 2025. O índice representa o valor mais alto já registrado na série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, apresentando um crescimento real de 5,4% na comparação com o ano anterior, quando a média era de R$ 3.195. O avanço é impulsionado principalmente pelo mercado de trabalho, que segue como o pilar financeiro de 47,8% da população, movimentando mensalmente mais de R$ 361 bilhões em salários.
Apesar do cenário de crescimento generalizado, as disparidades regionais e demográficas permanecem acentuadas no território nacional. O Sul e o Centro-Oeste lideram o ranking de rendimento domiciliar per capita, enquanto Norte e Nordeste, embora tenham registrado forte recuperação desde 2019, mantêm os menores níveis de receita. O dinamismo no Distrito Federal, por exemplo, alavancou a média do Centro-Oeste devido à abertura de novos concursos públicos e ao aumento nos ganhos de empregadores.
No recorte de desigualdade social, o levantamento expõe abismos persistentes: trabalhadores brancos recebem, em média, R$ 4.577, valor significativamente superior aos R$ 2.657 registrados entre pretos e R$ 2.755 entre pardos. A diferença de gênero também é notável, com homens recebendo cerca de R$ 3.921 frente aos R$ 3.085 das mulheres. Além disso, a escolaridade provou ser um diferencial determinante, com profissionais de nível superior ganhando mais de quatro vezes o valor recebido por quem não possui instrução formal.






