Brasil em números: saiba quanto é necessário para integrar o topo da pirâmide social
Levantamento do IBGE revela que 10% mais ricos concentram 40% da renda nacional, enquanto metade do país vive com menos de R$ 1.311 mensais.

Dados do IBGE mostram que ganhar R$ 5 mil mensais coloca o brasileiro entre os 10% mais ricos. Pesquisa revela que metade da população vive com menos de R$ 1.311 por pessoa.
Novos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, apresentados pelo IBGE, revelam um cenário de forte concentração de renda no Brasil em 2025. O levantamento indica que um rendimento individual de aproximadamente R$ 5 mil mensais já é suficiente para posicionar um cidadão entre os 10% mais ricos da nação. Esse patamar, que pode surpreender moradores de grandes centros urbanos devido ao elevado custo de vida, reflete a realidade de um país ondem a metade da população sobrevive com menos de R$ 1.311 por pessoa.
Apesar de o rendimento médio mensal domiciliar ter atingido R$ 2.264, o maior valor da série histórica, a desigualdade apresentou uma leve oscilação positiva. Isso ocorreu porque os ganhos no topo da pirâmide avançaram de forma mais acelerada do que a média nacional. Enquanto a renda do trabalhador médio foi impulsionada pelo aquecimento do mercado de trabalho, o grupo do 1% mais rico viu seus rendimentos, oriundos também de investimentos e aluguéis, chegarem a uma média mensal de R$ 24.973 por integrante da família.
No extremo oposto da pirâmide, as disparidades são profundas. Os 5% mais pobres do Brasil mantêm uma renda média per capita de apenas R$ 166. De acordo com o IBGE, embora tenha havido uma recuperação significativa no poder de compra das classes mais baixas nos últimos anos, a concentração permanece elevada: os 10% mais ricos detêm mais de 40% de toda a renda gerada no país, evidenciando o abismo socioeconômico que caracteriza a estrutura brasileira atual.






