Notícias

Renda do brasileiro bate recorde em 2025, mas concentração de riqueza volta a crescer

Apesar do rendimento médio ser o maior em 14 anos, IBGE aponta aumento na concentração de riqueza e piora no índice de Gini.

Por
Redação Automática
9 de maio de 2026 às 02:002 min
Renda do brasileiro bate recorde em 2025, mas concentração de riqueza volta a crescer
Foto: Reprodução
Compartilhar

O rendimento médio do brasileiro em 2025 atingiu o recorde de R$ 3.560, puxado pelo agronegócio, mas o IBGE aponta que a desigualdade de renda voltou a subir no país.

Dados recentes divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira (8) indicam uma dualidade na economia nacional em 2025. Ao mesmo tempo em que o rendimento médio mensal dos brasileiros atingiu R$ 3.560 — o patamar mais elevado em 14 anos —, o país registrou uma piora nos indicadores de desigualdade social. Impulsionada pelo dinamismo do agronegócio e pelo mercado de trabalho aquecido, a massa salarial total no Brasil cresceu 7,5% em comparação ao ano anterior, ultrapassando os R$ 361 bilhões.

Apesar da prosperidade numérica, a concentração de riqueza voltou a crescer, interrompendo uma tendência de queda observada em 2024. O índice de Gini, que mede a disparidade social, apontou que a fatia de 10% mais ricas da população detém ganhos quase 14 vezes superiores aos 40% mais pobres. Curiosamente, o Centro-Oeste, região que liderou o crescimento financeiro do país, assumiu o posto de área com a maior concentração de renda, superando historicamente o Nordeste nesse quesito.

Especialistas alertam que o avanço da renda média mascara problemas estruturais, como a baixa especialização em setores de alta produtividade. Enquanto as aposentadorias ganham peso devido ao envelhecimento populacional e programas sociais mantêm volumes elevados de repasse, a economia real tem se concentrado em serviços tradicionais de baixo valor agregado. Para economistas, o cenário atual reflete a dificuldade histórica do Brasil em distribuir a riqueza gerada nos momentos de expansão com as camadas mais vulneráveis da sociedade.

#IBGE#renda média#desigualdade social#economia brasileira#agronegócio

Leia também