Reajuste na tarifa das barcas entre Petrolina e Juazeiro é adiado; veja novos prazos e valores
Previsto para vigorar nesta segunda-feira (1º), novo valor de R$ 3,50 só será cobrado a partir do dia 15; alta dos combustíveis é a principal justificativa.

O aumento da tarifa das barcas entre Petrolina e Juazeiro para R$ 3,50 foi adiado para 15 de junho. A decisão da associação local ocorre em meio a pressões por combustíveis caros e visa dar fôlego ao orçamento dos passageiros do Rio São Francisco.
Os usuários que utilizam diariamente o transporte fluvial entre as cidades de Petrolina, em Pernambuco, e Juazeiro, na Bahia, ganharam um fôlego temporário no orçamento doméstico. A Associação de Travessia das Barquinhas anunciou oficialmente o adiamento do reajuste na tarifa de transporte público que liga os dois estados pelo Rio São Francisco. Inicialmente previsto para entrar em vigor nesta segunda-feira (1º), o novo valor de R$ 3,50 foi postergado para o dia 15 de junho. A medida oferece uma janela de duas semanas para que a população se adapte à nova realidade financeira do serviço, fundamental para a integração socioeconômica da região do Vale do São Francisco.
A decisão de elevar o custo da travessia não ocorre de forma isolada, mas reflete um cenário de pressões inflacionárias sobre o setor de transportes. Segundo o presidente da Associação de Travessia das Barquinhas, Luiz Raimundo Pereira, o principal catalisador para o aumento é a instabilidade e a alta recorrente no preço dos combustíveis, insumo básico para a operação das embarcações. O setor alega que a manutenção dos serviços nos padrões atuais de segurança e frequência tornou-se insustentável sem a correção tarifária. Este é o segundo ajuste significativo em um curto período, uma vez que o último aumento havia sido implementado em janeiro de 2025, quando a passagem subiu de R$ 2,50 para R$ 3,00.
As chamadas "barquinhas" representam muito mais do que um simples meio de transporte; elas são a espinha dorsal da mobilidade urbana entre Petrolina e Juazeiro. Para milhares de trabalhadores, estudantes e comerciantes, o percurso fluvial é a alternativa mais eficiente para evitar o frequente congestionamento na Ponte Presidente Dutra, que liga as duas cidades por via terrestre. Além de sua relevância funcional, o serviço possui um valor cultural e turístico inestimável, permitindo que visitantes contemplem as águas do "Velho Chico" em um trajeto rápido e tradicional. O impacto desse aumento, portanto, ecoa tanto na economia popular quanto no fluxo de pessoas que movimenta o comércio das orlas de ambos os municípios.
Para quem depende do serviço, o funcionamento segue uma grade de horários rigorosa que atende às demandas de pico e lazer. De segunda a sábado, as embarcações partem a cada 15 minutos, cobrindo o período das 6h às 20h. Já aos domingos e feriados, o atendimento é ligeiramente reduzido, funcionando das 7h às 19h. No que diz respeito à modernização dos processos de pagamento, a associação mantém a aceitação de dinheiro em espécie e também a modalidade via Pix, facilitando a transação para os passageiros que não carregam cédulas. Contudo, o aumento acumulado nos últimos meses gera preocupações sobre o custo de vida nas cidades irmãs, que compartilham serviços de saúde, educação e lazer.
Paralelamente à discussão sobre os preços, a infraestrutura da região caminha para melhorias após a autorização da Prefeitura de Petrolina para o início da construção do novo Terminal das Barquinhas. A expectativa é que, com instalações mais modernas e seguras, a experiência do usuário melhore nos próximos anos, justificando, em parte, os investimentos demandados pela operação. Até o dia 15, os passageiros continuarão pagando o valor atual de R$ 3,00, período que será crucial para discussões entre as associações de usuários e os prestadores de serviço sobre a qualidade do atendimento e a regularidade das saídas.






