Queimadas na BR-356 comprometem visibilidade e geram alerta de segurança no Norte Fluminense
Focos de incêndio na vegetação Marginal geram densas nuvens de fumaça e aumentam risco de acidentes severos no trecho que liga Campos a São João da Barra.

Condutores que trafegam pelo Norte Fluminense enfrentam perigo extremo devido a incêndios às margens da rodovia federal. A falta de visibilidade e o calor intenso mobilizam autoridades ambientais e rodoviárias em busca de soluções para evitar tragédias.
Motoristas que transitaram pela BR-356, no trecho que conecta os municípios de Campos dos Goytacazes e São João da Barra, no Norte Fluminense, enfrentaram momentos de tensão e perigo no último domingo (31). O surgimento de focos de incêndio em vegetações às margens da rodovia gerou densas cortinas de fumaça, que invadiram a pista e comprometeram severamente a visibilidade dos condutores, elevando exponencialmente o risco de colisões e outros acidentes viários em uma das principais vias de escoamento da região.
O cenário registrado em vídeos por quem passava pelo local revela a gravidade da situação: em determinados pontos, a fuligem e a fumaça escura impossibilitavam a visualização da sinalização horizontal e dos veículos que seguiam à frente. Relatos de motoristas indicam que o calor proveniente das chamas era perceptível mesmo com os vidros dos carros fechados, o que demonstra a proximidade do fogo em relação ao asfalto. A combinação de alta temperatura e falta de visão torna o trecho um gargalo crítico para a logística regional, especialmente por ser o trajeto que leva ao Porto do Açu, movimentando diariamente um grande volume de veículos de carga.
Historicamente, o Norte Fluminense sofre com queimadas durante períodos de estiagem, muitas vezes provocadas pela limpeza irregular de terrenos ou por ações de vandalismo. Esse problema ambiental transborda para a segurança pública e para a saúde coletiva, uma vez que a inalação das partículas em suspensão agrava quadros de doenças respiratórias, como asma e bronquite, sobrecarregando o sistema de saúde local. A dispersão das cinzas também afeta a fauna silvestre que habita o entorno das rodovias federais, frequentemente forçando o deslocamento desses animais para a pista, o que gera novos riscos de atropelamentos.
Procurada para comentar o ocorrido, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que, até o fechamento desta edição, não haviam sido formalizados registros de sinistros graves decorrentes especificamente deste episódio. No entanto, a corporação reforçou as diretrizes de segurança para situações de baixa visibilidade: manter os faróis baixos acesos, reduzir gradativamente a velocidade, evitar ultrapassagens perigosas e aumentar a distância de seguimento entre os veículos. Em casos extremos, onde a visão da via é totalmente bloqueada pelo fumo, a orientação oficial é que o condutor busque um local seguro fora do acostamento para aguardar a dissipação da nuvem tóxica.
O Instituto Estadual do Ambiente (INEA) declarou que está ciente das ocorrências e iniciou um processo de apuração para identificar as causas das queimadas e os possíveis responsáveis. Caso seja comprovado que os incêndios foram provocados de forma intencional ou por negligência em propriedades privadas adjacentes à BR-356, os autores podem responder por crimes ambientais. A expectativa é que o monitoramento seja intensificado nas próximas semanas, dado o clima seco que ainda prevalece no estado. Autoridades recomendam que qualquer foco de incêndio avistado próximo a rodovias seja comunicado imediatamente ao Corpo de Bombeiros através do telefone 193, permitindo uma resposta rápida antes que o fogo tome proporções incontroláveis.






