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Quebra de safra e preços baixos desafiam sojicultores no Oeste Paulista

Mesmo com perdas severas em municípios como Sandovalina, estado projeta alta de 11% na produtividade total.

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Redação 360 Notícia
17 de maio de 2026 às 11:002 min
Quebra de safra e preços baixos desafiam sojicultores no Oeste Paulista
Foto: Reprodução
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Produtores de soja do Oeste Paulista enfrentam quebra de safra devido a chuvas irregulares e grãos miúdos. Apesar da crise regional e preços baixos, estado de São Paulo prevê crescimento na produção total.

A safra de soja de 2026 no Oeste Paulista apresenta um cenário de contrastes e dificuldades climáticas para os agricultores locais. Em municípios como Sandovalina, a distribuição desigual das precipitações durante o ciclo de cultivo resultou em quebras significativas na produtividade. A falta de umidade em períodos críticos comprometeu o desenvolvimento das plantas, levando a uma redução drástica no volume colhido em diversas propriedades da região.

Um dos principais problemas relatados por especialistas e produtores é o tamanho reduzido dos grãos, consequência direta do atraso no plantio e do déficit hídrico no estágio de enchimento. Esse fenômeno faz com que a soja perca peso na pesagem final, diminuindo o retorno financeiro. Em casos mais graves, áreas que poderiam atingir uma média alta de sacas por hectare registraram rendimentos até 50% menores do que o esperado originalmente.

Além dos obstáculos meteorológicos, o setor lida com um fechamento contábil apertado devido à desvalorização da commodity no mercado. Com o preço da saca estagnado em patamares baixos e os custos operacionais, especialmente com combustíveis, em alta, muitos agricultores já projetam prejuízos. Há relatos de produtores recorrendo a outras atividades econômicas, como a pecuária, para conseguir quitar as dívidas acumuladas na lavoura.

Apesar da crise focalizada no Oeste Paulista, as projeções para o estado de São Paulo seguem uma tendência diferente. De acordo com o Instituto de Economia Agrícola (IEA), a expectativa é de que a produtividade média estadual cresça 11%, podendo atingir a marca de 4,5 milhões de toneladas. Esse dado evidencia que, embora regiões específicas enfrentem severas perdas climáticas, o panorama global paulista ainda sinaliza expansão para este ciclo.

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