Economia

Projeto de lei propõe liberação do FGTS para compra de armas de fogo por trabalhadores

Proposta de autoria do deputado Marcos Pollon permite saques anuais para aquisição de armamento, munições e cofres.

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Redação 360 Notícia
12 de maio de 2026 às 12:002 min
Projeto de lei propõe liberação do FGTS para compra de armas de fogo por trabalhadores
Foto: Reprodução
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Uma nova proposta em análise na Câmara dos Deputados sugere permitir que trabalhadores utilizem o saldo do FGTS para adquirir armas de fogo e munições. O texto prevê saques anuais mediante comprovação de requisitos técnicos e psicológicos.

Tramita na Câmara dos Deputados uma proposta que visa ampliar as possibilidades de movimentação do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). O Projeto de Lei, de autoria do deputado Marcos Pollon (PL-MS), sugere que os trabalhadores brasileiros possam retirar parte do saldo acumulado em suas contas para realizar a aquisição de armas de fogo, munições e dispositivos de segurança para o armazenamento do armamento. O texto aguarda discussão na Comissão de Segurança Pública, sob relatoria favorável do deputado Paulo Bilynskyj (PL-SP).

De acordo com o mecanismo detalhado no projeto, a retirada dos valores ocorreria anualmente, tomando como base o mês de aniversário do titular da conta. Para efetivar o saque, o cidadão precisaria comprovar a posse de uma autorização de compra válida, além de apresentar as certificações de antecedentes criminais e a regularidade perante os órgãos de controle, como a Polícia Federal ou o Exército Brasileiro. A exigência de exames psicotécnicos e de capacidade técnica, já previstos na legislação vigente, permaneceria obrigatória.

O autor da medida sustenta que o custo elevado do mercado legal de armas impede que parcelas da população com menor poder aquisitivo exerçam o que ele considera um direito à autodefesa. Entretanto, a proposta enfrenta resistências de especialistas e críticos, que argumentam que o FGTS possui uma função primordial de seguridade social. Historicamente, o fundo funciona como uma reserva financeira para momentos de vulnerabilidade, como desemprego, doenças graves ou para o financiamento da casa própria, e o desvio dessa finalidade é visto com preocupação.

Se a proposta avançar na Comissão de Segurança Pública, o roteiro legislativo ainda prevê o crivo de outros colegiados especializados da Câmara. Somente após a aprovação em plenário é que o tema seria encaminhado para revisão no Senado Federal. Atualmente, o FGTS é alimentado por depósitos mensais de 8% do salário dos trabalhadores celetistas, servindo também como fonte de recursos para investimentos em infraestrutura e saneamento básico no país.

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