Inflação oficial perde fôlego em abril, puxada por alta em alimentos e saúde
Apesar da desaceleração mensal para 0,67%, custo dos alimentos e medicamentos mantém pressão sobre o orçamento das famílias.

O índice de preços recuou para 0,67% em abril, mas o acumulado anual subiu para 4,39%. Alimentos e medicamentos foram os itens que mais impactaram o bolso dos consumidores no período.
O cenário econômico brasileiro apresentou uma redução no ritmo doz preços durante o mês de abril, conforme apontam os novos dados do IBGE. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou uma alta de 0,67%, valor inferior aos 0,88% contabilizados em março. Apesar dessa desaceleração mensal, o acumulado dos últimos 12 meses subiu de 4,14% para 4,39%, mantendo-se, contudo, no patamar de tolerância estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional para a meta de inflação.
O setor de Alimentação e bebidas continua sendo o maior obstáculo para o orçamento das famílias, representando quase metade da pressão inflacionária do período. Itens essenciais no prato do brasileiro sofreram reajustes significativos, com destaque para a cenoura (26,63%), o leite (13,66%) e a cebola (11,76%). Por outro lado, houve alívio em produtos específicos, como o café moído e o frango em pedaços, que registraram queda nos valores de venda.
Além da comida, o custeio com Saúde e cuidados pessoais também pesou no índice de abril, influenciado diretamente pelo aumento autorizado nos preços de medicamentos. Os produtos farmacêuticos subiram 1,77% após o reajuste anual de abril, enquanto itens de higiene pessoal e perfumaria também apresentaram elevação. Somados, os gastos com alimentação e saúde foram responsáveis por aproximadamente dois terços de todo o impacto inflacionário do mês.
A configuração atual demonstra que, embora a inflação esteja fluindo em um ritmo menor que no mês anterior, o custo de vida cotidiano permanece elevado. O acompanhamento contínuo da meta agora observa com atenção o teto de 4,5% para o ano vigente, enquanto setores como habitação e artigos de residência acompanham a tendência de alta moderada, contrastando com a estabilidade vista em transportes e educação.






