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Princesa herdeira da Noruega entra em lista de espera para transplante de pulmão

Após piora clínica, futura rainha consorte aguarda doador compatível; diagnóstico de fibrose pulmonar acompanha a princesa desde 2018.

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Redação 360 Notícia
5 de junho de 2026 às 09:003 min
Princesa herdeira da Noruega entra em lista de espera para transplante de pulmão
Foto: Reprodução
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A princesa Mette-Marit, da Noruega, entrou oficialmente na lista para transplante de pulmão após agravamento de sua fibrose pulmonar crônica. A saúde da futura rainha tem sido alvo de atenção global, somando-se a polêmicas recentes sobre sua antiga ligação com Jeffrey Epstein.

A Casa Real da Noruega emitiu um comunicado oficial nesta sexta-feira (5) informando que a princesa herdeira Mette-Marit, de 52 anos, foi oficialmente incluída na lista de espera para um transplante de pulmão. A decisão médica ocorre após uma deterioração significativa em seu quadro clínico, marcando um novo e crítico capítulo em sua longa batalha contra uma doença respiratória degenerativa. Mette-Marit é casada com o príncipe herdeiro Haakon, o primeiro na linha de sucessão ao trono norueguês, e sua saúde tem sido motivo de monitoramento constante por parte das autoridades de saúde de Oslo e da população do país nórdico.

O diagnóstico de fibrose pulmonar crônica foi revelado publicamente pela própria princesa em 2018. Esta condição é caracterizada pela formação de tecidos cicatriciais nos pulmões, o que torna as paredes desses órgãos mais espessas e rígidas. Com o tempo, essa transformação impede que o oxigênio passe de forma eficiente para a corrente sanguínea, causando cansaço extremo, falta de ar e limitação severa de atividades cotidianas. Desde a descoberta da patologia, Mette-Marit reduziu drasticamente sua agenda oficial de compromissos, passando por tratamentos experimentais e períodos de repouso prolongados na tentativa de retardar a progressão da enfermidade.

No final do ano passado, médicos do Hospital Universitário de Oslo já haviam sinalizado que o estágio da doença estava avançando para um ponto de inflexão. Embora a necessidade de intervenção cirúrgica fosse prevista, a inclusão formal na lista de transplantes dependia de uma avaliação técnica rigorosa sobre a viabilidade e a urgência do procedimento. O anúncio atual confirma que os tratamentos conservadores já não são suficientes para manter a qualidade de vida da futura rainha consorte, colocando-a agora sob as diretrizes do sistema nacional de doação de órgãos da Noruega, que preza pelo anonimato e pela gravidade dos casos.

Para além das questões de saúde, o nome de Mette-Marit enfrentou turbulências na esfera pública devido a revelações ligadas ao caso Jeffrey Epstein. Documentos desclassificados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos conectaram a princesa ao bilionário americano, acusado de chefiar uma rede de tráfico sexual de menores. Os registros apontaram que a herdeira manteve contatos frequentes com Epstein entre os anos de 2011 e 2014, período posterior à condenação de 2008 do financista por aliciamento. A princesa chegou a se hospedar na residência de Epstein em Palm Beach durante quatro dias em 2013, o que gerou duras críticas e questionamentos sobre o discernimento de membros da realeza europeia.

Diante da repercussão negativa, a princesa herdeira utilizou a imprensa local para se retratar, afirmando que foi vítima de uma manipulação por parte de Epstein e que desconhecia a extensão total de seus crimes à época. Em entrevistas recentes, ela expressou profundo arrependimento pela proximidade com o financista, classificando o episódio como um erro de julgamento. Agora, com o foco voltado exclusivamente para sua sobrevivência e recuperação física, os novos desdobramentos sobre sua saúde devem silenciar momentaneamente as polêmicas políticas, concentrando a atenção internacional na busca por um doador compatível e na complexa cirurgia de transplante que se avizinha.

A expectativa agora gira em torno do tempo de espera e da logística necessária para o procedimento. Transplantes de pulmão são considerados entre as cirurgias de maior complexidade na medicina moderna, exigindo uma compatibilidade biológica precisa e um pós-operatório delicado. Enquanto aguarda o chamado, Mette-Marit deve permanecer em observação rigorosa. O Palácio Real reforçou que o príncipe Haakon manterá suas funções habituais, embora a família peça privacidade durante este período de incerteza médica. O caso ressalta não apenas a fragilidade humana dentro das monarquias europeias, mas também a importância do sistema público de saúde norueguês em lidar com pacientes de alto perfil sob condições críticas.

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