Polícia Penal frustra entrada de drogas em presídio de Governador Valadares durante revista corporal
Suspeita foi detectada pelo equipamento de BodyScan durante a revista de visitantes e confessou portar entorpecentes.


Jovem de 26 anos foi detida em flagrante ao tentar entrar no presídio de Governador Valadares com entorpecentes ocultos no corpo após ser detectada pelo BodyScan.
Uma tentativa de ingressar com substâncias ilícitas em uma unidade prisional foi frustrada por agentes de segurança na cidade de Governador Valadares, localizada na região do Vale do Rio Doce, em Minas Gerais. O episódio ocorreu durante o horário de visitas, quando uma jovem de 26 anos foi detida em flagrante ao tentar entrar na unidade prisional local portando entorpecentes escondidos em seu próprio corpo. A fiscalização rigorosa faz parte dos protocolos de segurança padrão estabelecidos pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública para evitar a circulação de itens proibidos dentro das carceragens.
De acordo com os registros oficiais da ocorrência, a suspeita estava devidamente cadastrada no sistema prisional como companheira de um dos detentos que cumprem pena na instituição. Ao chegar ao local para a visita periódica, ela foi submetida aos procedimentos de triagem obrigatórios. O incidente ganhou contornos criminais no momento em que a visitante passou pelo BodyScan, um equipamento de inspeção corporal por raio-x utilizado para detectar objetos metálicos, eletrônicos ou substâncias orgânicas ocultas sob a roupa ou dentro das cavidades corporais.
Os agentes da Polícia Penal que operavam o equipamento notaram uma imagem anômala na região pélvica da mulher. Diante da suspeita gerada pela tecnologia de escaneamento, a visitante foi conduzida a uma sala reservada para uma abordagem mais detalhada. Ao ser questionada pelas autoridades sobre a irregularidade apontada pelo monitor, a jovem admitiu que carregava um invólucro contendo uma substância esverdeada, a qual ela mesma identificou como sendo maconha. O pacote foi retirado e entregue aos policiais para perícia e pesagem posterior.
A apreensão destaca a eficácia dos investimentos tecnológicos em presídios, que buscam substituir a revista íntima manual por métodos menos invasivos, porém extremamente precisos. O uso do BodyScan tem sido fundamental para coibir o tráfico interno de drogas, armas e telefones celulares, itens que frequentemente alimentam o crime organizado dentro do sistema penitenciário. Neste caso específico, a quantidade da droga não foi detalhada imediatamente no registro preliminar, mas o invólucro foi lacrado para servir como prova no inquérito policial que será instaurado pela Polícia Civil de Minas Gerais.
Após a confirmação da irregularidade, a mulher teve sua entrada imediatamente vetada e seu cadastro de visitante suspenso, conforme preveem as normas disciplinares das unidades prisionais do estado. Um Boletim de Ocorrência foi lavrado detalhando toda a dinâmica do flagrante. A suspeita foi encaminhada para a delegacia regional, onde foi apresentada à autoridade policial de plantão para a ratificação da prisão e o início das providências jurídicas cabíveis. Ela poderá responder pelo crime de tráfico de drogas, agravado pelo fato de a tentativa de entrega ter ocorrido dentro de um estabelecimento prisional, o que pode elevar significativamente a pena prevista em lei.
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Sobre este conteúdo
Autor: Antonio Marcos de Souza
Publicado: 9 de setembro de 2026 às 08:00
Atualizado: 9 de setembro de 2026 às 08:00
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