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Polícia Civil desarticula laboratório de cocaína em fazenda isolada na Ilha do Marajó

Ação do Grupamento Aéreo de Segurança Pública resultou na prisão de quatro suspeitos e na destruição de insumos químicos para refino de entorpecentes.

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Redação 360 Notícia
5 de junho de 2026 às 13:002 min
Polícia Civil desarticula laboratório de cocaína em fazenda isolada na Ilha do Marajó
Foto: Reprodução
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Operação do Graesp desarticula laboratório de cocaína em fazenda de difícil acesso no Marajó. Quatro homens foram presos em ação que revelou conexão com o tráfico internacional de drogas. Veja os detalhes da apreensão e o impacto na segurança regional.

Uma sofisticada operação conduzida pelo Grupamento Aéreo de Segurança Pública (Graesp) resultou na desarticulação de um laboratório de refino e armazenamento de cocaína localizado nas profundezas da Ilha do Marajó, no Pará. A ação, divulgada oficialmente nesta quinta-feira (4), ocorreu em uma fazenda de acesso extremamente restrito na região de Soure. Durante a investida policial, quatro homens foram presos em flagrante. Os detidos atuavam formalmente como caseiros da propriedade, mas as investigações apontam que eles eram peças fundamentais no suporte logístico de uma organização criminosa com ramificações que ultrapassam as fronteiras brasileiras.

Historicamente, o arquipélago do Marajó, devido à sua vasta extensão territorial e geografia caracterizada por canais e áreas de mata densa, tem sido observado pelas autoridades como uma rota estratégica para o tráfico. O isolamento geográfico que atrai turistas para as belezas naturais da região é o mesmo fator explorado pelo crime organizado para esconder laboratórios de processamento de entorpecentes. Neste caso específico, a inteligência policial identificou que a fazenda não era apenas um ponto de venda local, mas sim um entreposto técnico onde a droga recebia misturas químicas para aumentar seu volume antes de ser distribuída em larga escala ou exportada.

O sucesso da operação contou com o apoio indispensável de cães farejadores, que auxiliaram as equipes na localização de 48 tambores repletos de insumos químicos essenciais para a fabricação da cocaína. Pela natureza altamente volátil e perigosa desses materiais, somada à logística quase impossível de remoção segura por via aérea ou fluvial imediata, as autoridades optaram pela incineração dos produtos químicos no próprio local das apreensões. Além dos insumos, uma lancha de alta potência — frequentemente utilizada para o transporte rápido nos rios da região — e aparelhos celulares foram confiscados e passarão por perícia técnica detalhada.

Esta etapa da operação é um desdobramento de uma investigação mais ampla que já havia colhido frutos em maio deste ano. No último dia 28 de maio, cinco outros indivíduos ligados ao mesmo esquema foram capturados, incluindo um homem que figurava na lista de procurados da Polícia Internacional (Interpol). A presença de um fugitivo internacional reforça a tese de que o complexo no Marajó servia ao tráfico internacional de drogas, conectando centros de produção na América do Sul a mercados na Europa e África, utilizando a costa nortista do Brasil como trampolim.

Para o leitor e para a população paraense, tais operações demonstram um endurecimento na fiscalização de áreas rurais da Amazônia. O impacto do tráfico de drogas nessas regiões vai além da criminalidade comum, afetando a segurança de comunidades ribeirinhas e gerando danos ambientais decorrentes do descarte de substâncias químicas tóxicas nas bacias hidrográficas. Os próximos passos da Polícia Civil e do Graesp envolvem o cruzamento de dados dos aparelhos apreendidos para identificar os verdadeiros proprietários da fazenda e os financiadores do esquema, já que os presos até o momento ocupavam posições operacionais de baixo escalão na hierarquia do grupo criminoso.

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