Polícia busca homem que desferiu chutes na cabeça de mulher em Muzambinho
Câmeras de segurança registraram agressão brutal contra mulher de 29 anos no bairro Alto dos Anjos; suspeito continua foragido.

A Polícia Militar de Minas Gerais realiza buscas por um homem de 28 anos que agrediu uma mulher com chutes na cabeça em Muzambinho. Câmeras de segurança flagraram o ataque brutal após uma discussão trivial no bairro Alto dos Anjos, revelando cenas de violência que chocaram a população local.
As autoridades policiais do Sul de Minas Gerais estão em busca de um homem de 28 anos, suspeito de cometer atos de extrema violência contra uma mulher na cidade de Muzambinho. O incidente ocorreu na noite de quarta-feira (3), no bairro Alto dos Anjos, e foi integralmente registrado por câmeras de vigilância instaladas na via pública. As imagens chocantes mostram o momento em que a vítima, uma mulher de 29 anos, é brutalmente agredida com sucessivos chutes na região da cabeça após cair no asfalto durante uma confusão generalizada que envolveu pelo menos três pessoas em uma das avenidas da região.
De acordo com o boletim de ocorrência registrado pela Polícia Militar, a situação teve início por volta das 18h, quando os militares foram acionados para conter um tumulto em andamento. No local, identificou-se o envolvimento do suspeito, de sua companheira, uma jovem de 26 anos, e da vítima. Segundo os relatos preliminares e a análise técnica das imagens de segurança, a vítima aparece gesticulando próximo a um canteiro central antes de se armar com um pedaço de madeira. Ao tentar confrontar o homem, ela acabou se desequilibrando e caindo, momento em que o agressor aproveitou a vulnerabilidade da mulher para desferir diversos golpes violentos contra seu crânio, ignorando qualquer possibilidade de defesa.
O cenário de violência gratuita chocou a comunidade local, especialmente pelo fato de a vítima ter sido deixada ferida no chão enquanto os agressores se evadiam do local. O serviço de socorro médico foi prontamente acionado para prestar o primeiro atendimento, encaminhando a mulher ferida ao pronto-socorro municipal de Muzambinho. Apesar da gravidade das imagens, que sugerem lesões sérias devido à força dos impactos no rosto e na cabeça, informações iniciais indicam que ela recebeu tratamento para hematomas e escoriações. Um detalhe que chamou a atenção dos investigadores foi a recusa inicial da vítima em colaborar com a apuração dos fatos, chegando a alegar aos policiais que as lesões eram decorrentes de uma simples queda, omitindo a agressão que as câmeras provaram ter ocorrido.
A Polícia Militar trabalha com a principal hipótese de que um desentendimento banal tenha sido o estopim para a escalada da violência. Conflitos interpessoais resolvidos através da força bruta têm sido uma preocupação crescente na segurança pública de municípios do interior mineiro, acendendo o alerta sobre a necessidade de monitoramento preventivo e respostas rápidas do Poder Judiciário. A corporação realizou diligências extensivas por diversos bairros da cidade e em possíveis esconderijos conhecidos na zona urbana e rural, contudo, até o fechamento desta reportagem, o paradeiro do homem de 28 anos permanece desconhecido. A companheira dele, que também estava presente no momento da briga, é considerada peça-chave para esclarecer as motivações reais do confronto.
O caso agora segue sob a responsabilidade da Polícia Civil de Minas Gerais, que deve abrir um inquérito para apurar crimes de lesão corporal grave ou tentativa de homicídio, a depender da interpretação do dolo das agressões visualizadas no vídeo. Para os moradores de Muzambinho, o episódio levanta uma discussão necessária sobre o papel das câmeras de monitoramento urbano, que neste caso foram fundamentais para desmentir a versão inicial da vítima e identificar o criminoso. A polícia solicita que qualquer informação sobre o paradeiro do agressor seja reportada anonimamente através do Disque Denúncia (181) ou pelo 190, garantindo o sigilo do informante para que a justiça seja aplicada e novos episódios de violência dessa natureza sejam coibidos na região.






