Pesquisa indica subnotificação drástica de dor menstrual nos registros do SUS
Levantamento indica que registros médicos oficiais ignoram volume real de sintomas relatados por pacientes no sistema público.
Pesquisa revela que queixas de dor menstrual no SUS podem ser 21 vezes superiores aos registros oficiais. O estudo destaca a falha na documentação de sintomas e o impacto no diagnóstico de doenças ginecológicas.
Um levantamento recente revelou uma disparidade alarmante entre as queixas reais de pacientes e os registros oficiais de saúde pública no Brasil. A pesquisa indica que as dores menstruais são severamente subnotificadas no Sistema Único de Saúde (SUS), com uma estimativa de que existam 21 vezes mais casos do que o reportado formalmente nos prontuários médicos. Essa lacuna evidencia falhas no preenchimento de documentos e na valorização dos sintomas relatados por mulheres durante as consultas.
A análise dos dados aponta que o desconforto agudo, muitas vezes relacionado a condições como a endometriose, acaba sendo negligenciado ou classificado de forma genérica. O estudo alerta que a falta de registros precisos dificulta o desenvolvimento de políticas públicas de saúde reprodutiva e retarda o diagnóstico de patologias graves. Quando a dor não é devidamente documentada, a paciente perde o acesso a tratamentos especializados e acompanhamento contínuo.
Especialistas reforçam a necessidade de maior sensibilidade e treinamento para as equipes de saúde que atuam na rede pública. A normalização do sofrimento menstrual é vista como um dos principais entraves para que as estatísticas reflitam a realidade. A correção desse cenário exige que cada sintoma seja detalhado nos arquivos do SUS, garantindo que o volume real de casos ocultos seja finalmente visibilizado e tratado pelo sistema.






