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Passageira é escoltada por policiais para fora de avião após conflito sobre carrinho de bebê

Advogada relata humilhação ao ser retirada de aeronave com o filho após discordância sobre armazenamento de item de bebê na cabine.

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Redação Automática
8 de maio de 2026 às 06:002 min
Passageira é escoltada por policiais para fora de avião após conflito sobre carrinho de bebê
Foto: Reprodução
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Uma advogada e seu filho de 1 ano foram retirados de um voo da Latam pela Polícia Federal após um impasse sobre o armazenamento de um carrinho de bebê. A passageira relata tratamento ríspido e constrangimento.

Uma viagem de São Paulo para Brasília transformou-se em um episódio de grande tensão para a advogada Viviane Carvalho Souza Araújo. Ao tentar embarcar com seu filho de um ano e dez meses, a passageira relatou ter sido removida da aeronave sob escolta da Polícia Federal. O desentendimento começou na porta do avião, quando uma comissária de bordo exigiu que o carrinho de bebê, do tipo dobrável e permitido em cabines, fosse despachado. Viviane, que viajava sozinha com a criança no colo e carregava bagagens, afirmou ter solicitado auxílio para acomodar o item no compartimento superior, pedido que teria sido negado de forma ríspida pela funcionária.

Mesmo após conseguir guardar o objeto com a ajuda de outro passageiro, a situação escalou. Ao tentar registrar uma reclamação formal ainda a bordo e filmar a interação, a advogada afirma ter sido confrontada pela chefe dos comissários. Segundo o relato de Viviane, a Polícia Federal foi acionada sob a alegação de descumprimento de normas de segurança, resultando na retirada compulsória de mãe e filho diante dos demais viajantes. A passageira descreveu a experiência como humilhante e ressaltou que, conforme as regras da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), passageiros com crianças de colo têm prioridade e o direito de levar o carrinho na cabine, desde que haja espaço disponível.

Em posicionamento oficial, a Latam justificou a presença policial afirmando que houve discordância em relação aos procedimentos de segurança da companhia. A empresa informou que a cliente foi reacomodada em um voo posterior, onde seguiu viagem sem custos adicionais e acompanhada pelo acessório em questão. A companhia enfatizou que os treinamentos de sua equipe visam sempre a segurança e o atendimento profissional, lamentando os transtornos causados pelo atraso de 18 minutos na decolagem original. Testemunhas que presenciaram a cena se colocaram à disposição para apoiar a advogada, que nega ter buscado privilégios por sua profissão e lamenta a falta de empatia no atendimento.

#Latam#aviação#direitos do consumidor#incidente aéreo#ANAC

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