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Parlamentares europeus exigem investigação sobre prêmio concedido pela Fifa a Donald Trump

Grupo de 50 parlamentares questiona critérios de Gianni Infantino para homenagear o presidente dos EUA e exige transparência na entidade esportiva.

Redação 360 Notícia
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4 de julho de 2026 às 21:002 min
Parlamentares europeus exigem investigação sobre prêmio concedido pela Fifa a Donald Trump
Foto: Reprodução
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Cinquenta eurodeputados assinam petição exigindo que a Fifa explique a entrega do "Prêmio da Paz" ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sob alegação de falta de transparência política.

Um grupo expressivo de parlamentares da União Europeia formalizou um pedido de investigação rigorosa sobre o recente reconhecimento concedido pela Federação Internacional de Futebol (Fifa) ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A polêmica teve início após o presidente da entidade máxima do futebol mundial, Gianni Infantino, outorgar um "Prêmio da Paz" ao líder norte-americano, gesto que gerou desconforto em diversos setores políticos e em organizações da sociedade civil global. Ao todo, 50 eurodeputados assinaram uma petição impulsionada por uma organização não governamental, solicitando esclarecimentos sobre os critérios utilizados para tal honraria.

O contexto da reivindicação parlamentar destaca uma preocupação com a neutralidade política que, teoricamente, deve reger as ações da Fifa. Para os críticos, a entrega do prêmio por Infantino não possui uma fundamentação clara baseada em méritos esportivos ou diplomáticos consolidados que justifiquem a intervenção da federação de futebol no campo da política internacional. A iniciativa dos eurodeputados busca assegurar que a Fifa mantenha a transparência em seus processos internos e evite que a imagem do esporte mais popular do mundo seja utilizada como ferramenta de propaganda política para chefes de Estado.

Os detalhes da petição apontam que a ONG organizadora do movimento reuniu evidências e argumentos que questionam a legitimidade da premiação. O documento assinado pelos legisladores europeus sugere que a Fifa deve obrigatoriamente seguir estatutos internos que limitam o envolvimento direto em questões geopolíticas controversas. Os parlamentares argumentam que a ausência de um conselho deliberativo ou de um comitê de ética independente na escolha de Trump para o prêmio pode indicar uma decisão centralizada e arbitrária da presidência da entidade, o que fere os princípios de governança corporativa esportiva moderna.

As implicações desse embate diplomático podem afetar as relações futuras entre a Europa e as sedes das próximas competições internacionais de futebol. O continente europeu, que abriga as ligas mais poderosas e ricas do planeta, possui uma influência considerável sobre a estrutura da Fifa. Se a pressão política aumentar, Infantino poderá enfrentar processos disciplinares internos ou ser convocado a prestar esclarecimentos formais perante comissões de cultura e esporte no Parlamento Europeu. Além disso, patrocinadores globais da entidade podem se sentir pressionados a se manifestar sobre o alinhamento da marca Fifa com figuras políticas específicas.

Como próximos passos, espera-se que a petição seja encaminhada oficialmente à sede da Fifa, em Zurique, na Suíça. O comitê de ética da organização será instado a abrir um procedimento administrativo para avaliar se houve violação do código de conduta durante a concessão da honraria a Donald Trump. Enquanto isso, o grupo de 50 parlamentares prometeu manter a vigilância e buscar o apoio de outras federações nacionais de futebol para pressionar por uma reforma estrutural que impeça a concessão de prêmios de natureza política sem consulta prévia aos membros associados da federação.

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