Operação Diamante desarticula quadrilha especializada em furtos a cofres pelo teto de grandes redes varejistas
Ação policial revela esquema que causou prejuízo de R$ 386 mil em cinco estados do Nordeste; criminosos utilizavam ferramentas sofisticadas para invadir telhados.


A Polícia Civil de Pernambuco desarticulou uma quadrilha especializada em furtar cofres de redes varejistas através do teto. O prejuízo estimado é de R$ 386 mil em cinco estados do Nordeste.
A Polícia Civil de Pernambuco deflagrou, na última quinta-feira (17), a chamada Operação Diamante, com o objetivo de desmantelar uma organização criminosa altamente especializada em invasões a estabelecimentos comerciais de grande porte. O grupo, que agia de forma coordenada e técnica, focava no arrombamento de cofres de redes varejistas, utilizando métodos de engenharia para evitar sistemas de segurança convencionais. Durante a ofensiva policial, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos suspeitos, cujos detalhes foram apresentados em coletiva de imprensa realizada no Recife nesta sexta-feira (18).
As investigações apontam que a quadrilha não se limitava a atuar em uma única região, estendendo suas operações por cinco estados do Nordeste: Pernambuco, Paraíba, Alagoas, Rio Grande do Norte e Sergipe. Ao todo, a polícia identificou pelo menos dez integrantes envolvidos no esquema, que operavam com uma divisão clara de tarefas e logística sofisticada. O impacto financeiro causado pelas ações criminosas é expressivo, com um prejuízo estimado em cerca de R$ 386 mil apenas nos casos monitorados pela atual fase da investigação, embora os valores totais possam ser ainda maiores conforme novos boletins de ocorrência forem analisados.
O diferencial da organização residia no seu modus operandi. Segundo o delegado João Paulo de Andrade, responsável pela condução do inquérito, os criminosos não utilizavam as entradas tradicionais dos estabelecimentos, como portas ou janelas frontais. Em vez disso, a quadrilha acessava o interior das lojas através do teto. Para isso, utilizavam ferramentas de corte precisas e equipamentos de proteção, conseguindo romper estruturas de metal e telhados sem disparar imediatamente os sensores de alarme. Uma vez dentro do imóvel, o alvo principal eram sempre os cofres, que eram abertos com o uso de maquinário específico para perfuração de blindagens.
A estrutura hierárquica do grupo chamou a atenção dos investigadores pela sua organização interna. Cada membro possuía uma função definida, desde o monitoramento prévio das rotinas dos funcionários e horários de fechamento até a execução técnica do corte do teto e a abertura dos cofres. O uso de tecnologia também foi detectado, com o emprego de bloqueadores de sinal para interferir nas comunicações das câmeras de monitoramento e nos sensores de movimento das lojas varejistas. Essa complexidade dificultou a identificação inicial dos autores, exigindo meses de monitoramento e cruzamento de dados de inteligência entre as polícias civis dos estados afetados.
As implicações desse tipo de crime vão além do prejuízo financeiro direto. A atuação da quadrilha gerou um clima de insegurança no setor varejista do Nordeste, forçando empresas a investirem em novos protocolos de segurança e reforço estrutural em seus telhados. Com a deflagração da Operação Diamante e a apreensão de materiais e documentos durante as buscas, a Polícia Civil espera agora identificar outros possíveis beneficiários do esquema, incluindo receptadores do dinheiro e dos bens furtados. Os próximos passos da investigação incluem a análise do material apreendido e a solicitação de novas prisões preventivas, visando a desarticulação completa do braço logístico e financeiro da quadrilha.
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Sobre este conteúdo
Autor: Antonio Marcos de Souza
Publicado: 19 de setembro de 2026 às 08:00
Atualizado: 19 de setembro de 2026 às 08:00
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