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O uso militar de golfinhos: a antiga estratégia soviética que gera alerta no Irã

Rumores sobre o uso de mamíferos marinhos adestrados para ataques navais no Golfo Pérsico reacendem debate sobre herança militar soviética.

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Redação 360 Notícia
12 de maio de 2026 às 12:002 min
O uso militar de golfinhos: a antiga estratégia soviética que gera alerta no Irã
Foto: Reprodução
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Autoridades americanas foram questionadas sobre o suposto uso de mamíferos marinhos com explosivos pelo Irã, relembrando a compra de animais treinados pela União Soviética no passado.

A tensão diplomática entre os Estados Unidos e o Irã ganhou um contorno inusitado recentemente, com o ressurgimento de questionamentos sobre o uso de "golfinhos suicidas" por parte de Teerã. Durante uma coletiva de imprensa no Pentágono, autoridades americanas foram questionadas sobre relatos que sugerem que o governo iraniano estaria utilizando animais marinhos treinados para carregar explosivos contra embarcações no Golfo Pérsico. Embora o Secretário de Defesa, Pete Hegseth, não tenha confirmado os boatos, o tema remete a uma antiga transação realizada há mais de duas décadas.

A origem dessa história remonta ao ano de 2000, quando o Irã adquiriu da Ucrânia um grupo de mamíferos marinhos, incluindo golfinhos, focas e até uma baleia beluga. Esses animais haviam sido treinados originalmente pela Marinha da União Soviética para missões militares, como identificar mergulhadores inimigos ou portar minas destinadas a destruir cascos de navios. Na época do colapso soviético, a falta de verbas para alimentação e cuidados médicos levou o treinador Boris Zhurid a vender os animais para o Irã, sob a justificativa de garantir a sobrevivência das espécies.

Apesar de o governo iraniano, na figura do ex-presidente Akbar Hashemi Rafsanjani, ter negado por anos o uso bélico desses animais — alegando que eles serviam apenas para entretenimento turístico em parques náuticos —, a preocupação ocidental persiste. Analistas apontam que a Rússia e os Estados Unidos mantêm os programas mais avançados nessa área, utilizando a inteligência desses mamíferos para proteger frotas navais e detectar ameaças submarinas, uma tecnologia que agora gera especulações sobre a capacidade de defesa assimétrica de Teerã no Estreito de Ormuz.

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