O senhor de todas as razões - O tempo
Há, o futuro. O presente, por mais fascinante que seja, parece sempre carregado de uma promessa: a de que o amanhã trará revelações, respostas e consolidações.

Há, o futuro. O presente, por mais fascinante que seja, parece sempre carregado de uma promessa: a de que o amanhã trará revelações, respostas e consolidações.
Há, o futuro. O presente, por mais fascinante que seja, parece sempre carregado de uma promessa: a de que o amanhã trará revelações, respostas e consolidações. É como se o futuro fosse um irmão mais velho, guiando-nos com firmeza, enquanto o tempo, sábio conselheiro, nos lembra da paciência necessária para que tudo se cumpra.
O tempo não é apenas medida; é mestre. Ele nos ensina que nada é perpétuo, que tudo se transforma, que a eternidade não se encontra neste mundo. Em sua cadência silenciosa, o tempo nos convida a recolher-nos à varanda mais pura da alma, onde podemos descansar nossas inquietações e permitir que os acontecimentos amadureçam em seu colo.
Na pressa cotidiana, esquecemos que o tempo é o verdadeiro senhor da razão. Ele nos mostra que cada instante é precioso, mas que só no amanhã as sementes lançadas hoje florescerão. O futuro, portanto, não é apenas expectativa: é a continuação da obra que o presente inicia, moldada pela paciência e pela confiança no tempo.
Assim, ao contemplarmos o amanhã, não devemos vê-lo como uma fuga do presente, mas como a extensão natural de nossa caminhada. O encanto da vida está justamente nesse movimento: viver o agora com intensidade, sem perder de vista o horizonte que nos chama. Porque é no diálogo entre presente e futuro, mediado pelo tempo, que se revela a verdadeira sabedoria da existência.
Antonio Marcos de Souza






