Minha Voz

O eco do eu: Uma Conversa com a Vida

Que eu posso deixar de lado as certezas e tentar entender o mundo. Talvez seja isso que a vida quer: que a gente se conheça de verdade antes de tentar entender

16 de fevereiro de 2026 às 13:472 min
O eco do eu: Uma Conversa com a Vida
Foto: Reprodução
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Que eu posso deixar de lado as certezas e tentar entender o mundo. Talvez seja isso que a vida quer: que a gente se conheça de verdade antes de tentar entender tudo ao nosso redor.

Aqui na varanda, o tempo passa diferente. O vento bate no meu rosto como se quisesse me dar um abraço. É aqui, no silêncio e com os passarinhos cantando longe, que a solidão chega perto de mim. Ela não pede pra entrar, mas também não me incomoda. Ela só fica ali. Às vezes, me sinto meio triste quando ela está por perto. Em outros momentos, ela é uma boa companhia e me ajuda a ver coisas em mim que normalmente não vejo por causa da correria do dia a dia. Aqui na varanda, eu penso tanto em mim quanto nas coisas do céu. E vejo que até quando não tem ninguém por perto, ainda tem beleza. A solidão não é uma coisa ruim. Ela me mostra quem eu sou de verdade, me faz dar um tempo e me ajuda a me encontrar de novo. Às vezes, dói um pouco, mas também me faz bem. Ela me ensina que mesmo estando sozinho, eu não estou vazio. Que o silêncio pode ser bom e que meu coração continua sentindo as coisas, mesmo quando está quieto. E é nesse silêncio que eu começo a me perguntar: quem sou eu quando ninguém está me olhando? O que sobra de mim quando não preciso agradar ninguém? A solidão me mostra que eu sou muito mais do que o que eu mostro para as pessoas. Eu sou tudo aquilo que me faz ser quem eu sou, mesmo quando não tem ninguém por perto. Talvez seja quando não estamos ouvindo outras pessoas que conseguimos nos ouvir de verdade. E é aí que eu entendo que a solidão não é falta de companhia, mas a minha presença comigo mesmo. Mas para isso, preciso ser corajoso, porque ver quem somos de verdade sem máscaras pode ser mais difícil do que encarar os outros. Aqui na varanda, eu fico pensando no tempo. Quantas pessoas passam a vida tentando fugir de si mesmas, se distraindo com coisas que não importam e querendo que os outros as aprovem? A solidão me faz entender que eu sou muito mais do que isso e que a vida pode ser mais sobre me conhecer do que sobre encontrar respostas em outros lugares. Na varanda com a minha solidão, eu aprendi que cada momento de silêncio é uma chance de recomeçar. Que eu posso deixar de lado as certezas e tentar entender o mundo. Talvez seja isso que a vida quer: que a gente se conheça de verdade antes de tentar entender tudo ao nosso redor. E aí eu entendo: eu não estou sozinho. Eu estou completo. Por: Antonio Marcos de Souza 24 de agosto de 2025

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