Nunca é Tarde para Reconhecer e Gratidão é Lembrar
Cem vezes todos os dias lembro a mim mesmo que minha vida interior e exterior, depende dos trabalhos de outros homens, vivos ou mortos, e que devo esforçar-me a

Cem vezes todos os dias lembro a mim mesmo que minha vida interior e exterior, depende dos trabalhos de outros homens, vivos ou mortos, e que devo esforçar-me a fim de devolver na mesma medida que recebi.
Hoje cedo, ainda meio sonolento, me veio à cabeça uma frase de Einstein que sempre mexe comigo. Não lembro exatamente onde li pela primeira vez, mas ficou gravada:
“Cem vezes todos os dias lembro a mim mesmo que minha vida interior e exterior depende dos trabalhos de outros homens, vivos ou mortos, e que devo esforçar-me a fim de devolver na mesma medida que recebi.”
E aí pensei: é verdade, né? A gente anda, conquista, celebra… mas quase nunca para pra lembrar das mãos invisíveis que nos sustentam. Pessoas que talvez nunca conheçamos, mas que, de algum jeito, deixaram o mundo mais habitável pra mim e pra você.
Isso não é só gratidão. É quase um chamado. Se recebo tanto, não faz sentido ficar só no papel de espectador. Preciso devolver — seja criando, ajudando, inspirando ou até errando e aprendendo junto.
O sentido da vida, pelo menos pra mim, não está em acumular medalhas pessoais. Está em fazer parte dessa corrente que começou muito antes de mim e vai continuar depois. Cada gesto, mesmo pequeno, pode ser o tijolo que sustenta alguém no futuro.
Então, fica o convite (pra mim mesmo e pra quem quiser ouvir): que a gente tente não só carregar o legado humano, mas também inventar novos caminhos. No fim das contas, o que realmente nos engrandece é transformar gratidão em ação — mesmo que seja aos poucos, mesmo que seja imperfeito.
Antonio Marcos de Souza






