Entre Palavras

Nunca é Tarde para Reconhecer e Gratidão é Lembrar

Cem vezes todos os dias lembro a mim mesmo que minha vida interior e exterior, depende dos trabalhos de outros homens, vivos ou mortos, e que devo esforçar-me a fim de devolver na mesma medida que recebi.

Antonio Marcos de Souza
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Antonio Marcos de Souza
23 de fevereiro de 2026 às 01:412 min
Nunca é Tarde para Reconhecer e Gratidão é Lembrar
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Hoje cedo, ainda meio sonolento, me veio à cabeça uma frase de Einstein que sempre mexe comigo. Não lembro exatamente onde li pela primeira vez, mas ela ficou gravada como se fosse um lembrete constante:

“Cem vezes todos os dias lembro a mim mesmo que minha vida interior e exterior depende dos trabalhos de outros homens, vivos ou mortos, e que devo esforçar-me a fim de devolver na mesma medida que recebi.”

E aí pensei: é verdade, né? A gente anda, conquista, celebra… mas quase nunca para pra lembrar das mãos invisíveis que nos sustentam. Pessoas que talvez nunca conheçamos, mas que, de algum jeito, deixaram o mundo mais habitável pra mim e pra você. Alguém que inventou uma ferramenta, que descobriu uma cura, que escreveu um livro, que plantou uma árvore. Cada gesto, cada contribuição, mesmo que pequena, se torna parte da base sobre a qual caminhamos hoje.

Isso não é só gratidão. É quase um chamado. Se recebo tanto, não faz sentido ficar só no papel de espectador. Preciso devolver — seja criando, ajudando, inspirando ou até errando e aprendendo junto. Porque devolver não é sobre perfeição, é sobre presença. É sobre se colocar no fluxo da vida e entender que o que eu faço, por menor que pareça, pode ser o que alguém precisa amanhã.

O sentido da vida, pelo menos pra mim, não está em acumular medalhas pessoais ou em colecionar conquistas que só brilham no meu currículo. Está em fazer parte dessa corrente que começou muito antes de mim e vai continuar depois. É perceber que cada gesto, mesmo simples, pode ser o tijolo que sustenta alguém no futuro. E que, quando eu escolho agir com consciência, estou fortalecendo esse elo invisível que nos conecta como humanidade.

Então, fica o convite — pra mim mesmo e pra quem quiser ouvir: que a gente tente não só carregar o legado humano, mas também inventar novos caminhos. Que a gente não se contente em apenas receber, mas se permita devolver, multiplicar, transformar. No fim das contas, o que realmente nos engrandece não é a gratidão em silêncio, mas a gratidão que se transforma em ação. Mesmo que seja aos poucos, mesmo que seja imperfeito, mesmo que seja apenas um gesto singelo. Porque é nesse movimento de dar e receber que a vida encontra sentido.

Antonio Marcos de Souza

#vida#trabalho#gratidão#reconhecimento#responsabilidade#devolver

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