Economia

Número de milionários e fortunas globais batem recorde histórico em 2025

Impulsionado pelo setor de tecnologia e inteligência artificial, patrimônio global de milionários cresce 8,7% e chega a quase US$ 100 trilhões.

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Redação 360 Notícia
4 de junho de 2026 às 15:453 min
Número de milionários e fortunas globais batem recorde histórico em 2025
Foto: Reprodução
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Estudo revela que o número de milionários no mundo cresceu 7,9%, atingindo a marca de 25,3 milhões de pessoas. Impulsionado pela Inteligência Artificial e pela queda da inflação, o patrimônio global dessa classe chegou ao recorde de 98,3 trilhões de dólares.

O cenário econômico global apresentou uma dinâmica de forte concentração e crescimento patrimonial ao longo de 2025, conforme revelam os dados mais recentes do "World Wealth Report" (Relatório Mundial da Riqueza), elaborado pela consultoria internacional Capgemini. De acordo com o levantamento divulgado nesta quinta-feira (4), a quantidade de indivíduos considerados milionários ao redor do globo, assim como o volume total de suas fortunas, alcançou patamares inéditos na história financeira moderna. Esse fenômeno é atribuído a uma combinação de fatores macroeconômicos favoráveis, como a estabilização progressiva dos índices inflacionários em diversas potências mundiais e, principalmente, a performance robusta dos mercados acionários globais.

A metodologia aplicada pela consultoria define como indivíduos ricos (HNWIs - High Net Worth Individuals) aqueles que possuem um patrimônio disponível para investimento superior a 1 milhão de dólares (aproximadamente 5 milhões de reais). É importante ressaltar que esse cálculo foca em ativos de liquidez, desconsiderando bens imobiliários de residência principal e itens de consumo duráveis. Sob esse critério, o contingente de milionários expandiu 7,9% no último ano, totalizando 25,3 milhões de pessoas. Em termos absolutos, o mundo ganhou quase 2 milhões de novos integrantes nesse seleto grupo em comparação ao ano de 2024, evidenciando uma aceleração na acumulação de capital privado.

A análise técnica detalha que o patrimônio acumulado por essa população cresceu 8,7%, atingindo a cifra astronômica de 98,3 trilhões de dólares. Este montante representa o maior salto anual registrado desde 2018. O motor propulsor dessa expansão vertiginosa foi o setor tecnológico, especialmente as empresas ligadas ao desenvolvimento e implementação da Inteligência Artificial (IA). O entusiasmo dos investidores com as aplicações de IA impulsionou as bolsas de valores em cinco das seis grandes regiões geográficas estudadas pela Capgemini. No entanto, o relatório acende um alerta sobre a disparidade social: a riqueza permanece extremamente funilada, onde apenas 1% dos indivíduos mais prósperos detém impressionantes 34,8% de todo o capital investível mapeado.

Geograficamente, a Ásia-Pacífico recuperou seu protagonismo ao registrar o maior aumento percentual de milionários, com alta de 9,4%. Japão e China lideraram esse movimento, beneficiados pela força estratégica da indústria de semicondutores. Na América do Norte, especificamente nos Estados Unidos, a criação de riqueza também foi intensa, com a adição de mais de 736 mil novos milionários ao sistema, elevando o total estadunidense para 8,7 milhões. A Europa (6,5%), África (4,1%) e América Latina (0,3%) também apresentaram crescimento, embora em ritmos distintos. O Oriente Médio foi a única exceção negativa, com uma retração de 1,4% em sua população de ricos, reflexo direto da volatilidade e da queda nos preços internacionais do petróleo durante o período anterior.

Para o investidor brasileiro, os dados sugerem um momento de atenção às tendências globais de tecnologia e infraestrutura digital, que continuam a ser o principal vetor de valorização patrimonial. Além do grupo dos milionários, o relatório destacou a ascensão dos "super-ricos" — aqueles com mais de 30 milhões de dólares em ativos líquidos. Este segmento cresceu 9,4%, totalizando cerca de 250 mil pessoas no planeta. O estudo da Capgemini, fundamentado em entrevistas com mais de 6,5 mil indivíduos de alta renda, reforça a tendência de que a riqueza global está cada vez mais atrelada à capacidade de inovação tecnológica e à resiliência dos mercados financeiros diante das pressões geopolíticas e monetárias.

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