Minha Voz

Não Importa o tamanho dos apertos

Temos que saber nos reinventar todos os dias.

16 de fevereiro de 2026 às 14:062 min
Não Importa o tamanho dos apertos
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Temos que saber nos reinventar todos os dias.

Em alguns momentos da vida, somos surpreendidos por reviravoltas que nos tiram o equilíbrio. Perdemos o ritmo, a direção, e nos vemos, por vezes, desorientados na complexa dança da existência. Um trecho da música "Redescobrir", brilhantemente composta por Luiz Gonzaga Jr. e interpretada por Elis Regina, ressoa como uma reflexão profunda sobre a jornada humana: "Como se fora brincadeira de roda (memória). Jogo do trabalho na dança das mãos (macias) O suor dos corpos na canção da vida (história) O suor da vida no calor de irmãos." Somos confrontados por inúmeras experiências ao longo da vida, uma jornada repleta de desafios, esforços intensos e lágrimas que, por vezes, são visíveis, enquanto outras permanecem reprimidas. Quando pessoas queridas se veem diante dos dilemas da existência, da luta pela própria vida, percebemos o quão efêmera é nossa passagem por este mundo. Vivemos tão pouco diante das inúmeras descobertas, amores, alegrias e prazeres que a vida pode oferecer. Em meio a tudo isso, a vida se assemelha a um fio delicado, vulnerável, estendido diante de nós. Amo a passagem bíblica registrada em 2 Coríntios 4:8-9, "Somos pressionados de todos os modos, mas não apertados sem poder nos mover; ficamos perplexos, mas não inteiramente sem saída; somos perseguidos, mas não abandonados; somos derrubados, mas não destruídos".

Não existem palavras tão reconfortantes quanto essas. A confiança que devemos depositar e a fé que precisamos cultivar em Jeová Deus, são justamente o que nos protege e consola em tempos tão desafiadores e difíceis. Lembrei-me de um trecho inspirador durante minhas leituras, escrito por Ana Jácomo: "Não importa o tamanho dos apertos". Essa frase pode ser interpretada de diversas maneiras, sugerindo que a vida, por sua natureza, é repleta de desafios e obstáculos. No entanto, a essência está em aprender a lidar com esses desafios, buscando maneiras de superá-los. Conforme Ana Jácomo expressa, "A gente precisa é saber criar espaço, não importa o tamanho dos apertos. A gente precisa de um olhar fresco, que não envelhece, apesar de tudo o que já viu. Precisamos de um amor que não enruga, apesar das memórias todas na pele do coração. A gente precisa deixar de ser sobrevivente para, finalmente, viver." Estas palavras nos inspiram a transcender a mera sobrevivência e abraçar a plenitude de viver, enfrentando cada desafio com coragem e mantendo uma perspectiva renovada diante da vida. À Claudeisa Cerqueira, minha irmã na fé, confidente e, acima de tudo, uma das muitas mãe que Jeová me deu nesta vida na mais fiel definição. *Ana Jácomo no livro: Cheiro de Flor quando ri

Escrito por: Antonio Marcos de Souza. 06 de janeiro de 2024 às 16h21min.

#apertos#redescobrir#existência

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