Não Importa o tamanho dos apertos
Temos que saber nos reinventar todos os dias.

Temos que saber nos reinventar todos os dias.
Em alguns momentos da vida, somos surpreendidos por reviravoltas que nos tiram o equilíbrio. Perdemos o ritmo, a direção, e nos vemos, por vezes, desorientados na complexa dança da existência. Um trecho da música "Redescobrir", brilhantemente composta por Luiz Gonzaga Jr. e interpretada por Elis Regina, ressoa como uma reflexão profunda sobre a jornada humana: "Como se fora brincadeira de roda (memória). Jogo do trabalho na dança das mãos (macias) O suor dos corpos na canção da vida (história) O suor da vida no calor de irmãos." Somos confrontados por inúmeras experiências ao longo da vida, uma jornada repleta de desafios, esforços intensos e lágrimas que, por vezes, são visíveis, enquanto outras permanecem reprimidas. Quando pessoas queridas se veem diante dos dilemas da existência, da luta pela própria vida, percebemos o quão efêmera é nossa passagem por este mundo. Vivemos tão pouco diante das inúmeras descobertas, amores, alegrias e prazeres que a vida pode oferecer. Em meio a tudo isso, a vida se assemelha a um fio delicado, vulnerável, estendido diante de nós. Amo a passagem bíblica registrada em 2 Coríntios 4:8-9, "Somos pressionados de todos os modos, mas não apertados sem poder nos mover; ficamos perplexos, mas não inteiramente sem saída; somos perseguidos, mas não abandonados; somos derrubados, mas não destruídos".
Não existem palavras tão reconfortantes quanto essas. A confiança que devemos depositar e a fé que precisamos cultivar em Jeová Deus, são justamente o que nos protege e consola em tempos tão desafiadores e difíceis. Lembrei-me de um trecho inspirador durante minhas leituras, escrito por Ana Jácomo: "Não importa o tamanho dos apertos". Essa frase pode ser interpretada de diversas maneiras, sugerindo que a vida, por sua natureza, é repleta de desafios e obstáculos. No entanto, a essência está em aprender a lidar com esses desafios, buscando maneiras de superá-los. Conforme Ana Jácomo expressa, "A gente precisa é saber criar espaço, não importa o tamanho dos apertos. A gente precisa de um olhar fresco, que não envelhece, apesar de tudo o que já viu. Precisamos de um amor que não enruga, apesar das memórias todas na pele do coração. A gente precisa deixar de ser sobrevivente para, finalmente, viver." Estas palavras nos inspiram a transcender a mera sobrevivência e abraçar a plenitude de viver, enfrentando cada desafio com coragem e mantendo uma perspectiva renovada diante da vida. À Claudeisa Cerqueira, minha irmã na fé, confidente e, acima de tudo, uma das muitas mãe que Jeová me deu nesta vida na mais fiel definição. *Ana Jácomo no livro: Cheiro de Flor quando ri
Escrito por: Antonio Marcos de Souza. 06 de janeiro de 2024 às 16h21min.






